Corte amenizaria crise, diz presidente da CNI

SÃO PAULO, 10 de dezembro de 2008 - O presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Armando Monteiro Neto, informou em comunicado que o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) deveria ter alterado a dinâmica da política monetária e promovido uma inflexão na trajetória da taxa de juros ao invés de mantê-la inalterada, conforme a decisão divulgada há pouco.

Segundo ele, a perda de intensidade da atividade econômica, em virtude dos efeitos da crise financeira internacional e das dificuldades do mercado de crédito, justificaria plenamente uma ação nesse sentido. "Essa ação acompanharia inclusive a política monetária de diversos países nesse momento de necessidade de ações coordenadas em escala internacional", comentou.

De acordo com Monteiro Neto, há importantes razões para promover uma queda nos juros básicos, hoje em 13,75% ao ano. "A economia mundial passa por um forte momento deflacionário, com amplo impacto nos preços em escala mundial, e há recuo na atividade interna, com desaceleração nos preços e custos domésticos".

Monteiro Neto acredita que é possível observar uma mudança no ambiente econômico que trará impactos na trajetória doméstica da inflação. "Nesse ambiente, o corte dos juros contribuiria para amenizar os efeitos da crise global sobre o nível de atividade e emprego domésticos, sem prejuízo do controle inflacionário", argumentou o presidente da CNI.

A queda dos juros, segundo Monteiro Neto, daria consistência aos esforços de preservar as condições de liquidez e de acesso das empresas ao crédito, condições fundamentais para a normalização da atividade econômica. "Ela complementaria as diversas medidas já implementadas, como a redução de compulsórios e a liberação de recursos para o sistema interbancário, dentre outras de caráter monetário. Todavia, medidas associadas à diminuição do spread bancário são ações necessárias que viriam reforçar à redução da taxa de juros para os tomadores de crédito", finalizou o presidente da CNI.

(Redação - InvestNews)