Seguro de Crédito à exportação poderá ser ampliado

SÃO PAULO, 9 de dezembro de 2008 - A área de exportação vai ser beneficiada por várias medidas que têm o objetivo de evitar demissões de trabalhadores do setor, em função da crise financeira internacional. Hoje o chefe de gabinete do Ministério da Fazenda, Luiz Eduardo Melin, apresentou aos integrantes do Conselho Consultivo do Setor Provado (Conex) algumas medidas que poderão ser adotadas pelo governo.

O Conex é um órgão ligado ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) e que ajuda o governo a aperfeiçoar as políticas de comércio exterior.

As medidas, que segundo Melin facilitarão o crédito para o setor exportador, darão maior tranqüilidade para financiamentos. 'Apresentamos um conjunto de propostas que visam o aperfeiçoamento do Seguro de Crédito à Exportação (SCE), para o caso de financiamentos que não obtiverem retorno', explicou.

De acordo com o chefe de gabinete do Ministério da Fazenda, além de ampliar o SCE o governo pretende equiparar a cobertura dos riscos comerciais ao que é praticado no exterior. 'As indenizações poderão ser pagas conforme a moeda prevista no contrato de exportação', disse.

O presidente da Associação Brasileira de Empresas de Tecnologia de Informação e Comunicação (Brasscom), Antônio Carlos Gil, que participou da reunião, disse que 'as discussões ficaram centradas nas forma como governo e o empresariado devem se posicionar para evitar demissões e crise'. Segundo Antônio Carlos Gil, 'o governo tem demonstrado empenho e apresentado medidas positivas'.

Para o vice-presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag), Alberto Ercílio Broch, 'as medidas do governo são importantes principalmente para os setores de exportação e de comércio. Porém são insuficientes para chegar ao mundo real'.

O diretor do Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Roberto Giannetti da Fonseca, que durante a reunião defendeu a diminuição do custo tributário como forma de melhorar a competitividade das empresas brasileiras, informou que 'ainda não há demissões, mas há risco delas ocorrerem no primeiro trimestre de 2009'.

As sugestões apresentadas pelo Conex serão levadas para a avaliação da Câmara de Comércio Exterior (Camex). Segundo a secretária da Camex, Lytha Spíndola, a reunião está prevista para a próxima quinta-feira (11).

A Camex é composta pelos ministros do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge; das Relações Exteriores, Celso Amorim; da Fazenda, Guido Mantega; do Planejamento, Orçamento e Gestão, Paulo Bernardo; do Desenvolvimento Agrário, Guilherme Cassel; e pela ministra-chefe da Casa Civil da Presidência da República, Dilma Rousseff.

As informações são Agência Brasil.

(Redação - InvestNews)