Redução de ritmo pode reorganizar setor

SÃO PAULO, 3 de dezembro de 2008 - Sustentar o crescimento obtido pelas construtoras neste ano, até o final de 2009, parece um horizonte distante para os empresários do setor, entretanto, essa redução do ritmo pode contribuir para reorganizar o mercado e contribuir para o aprimoramento das empresas. A avaliação consta em sondagem realizada pelo Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (Sinduscon-SP).

O setor deve encerrar este ano com Produto Interno Bruto (PIB) 10% maior, acumulando cerca de R$ 113,6 bilhões. "Temos uma taxa de crescimento acima do PIB brasileiro, que foi garantido pelo aumento da renda e dos investimentos. Ambos contribuíram para expansão do mercado imobiliário e para o desenvolvimento da infra-estrutura, respectivamente", acredita a consultora da FGV Projetos, Ana Maria Castelo.

Para 2009, a expectativa é crescer entre 3,5% e 4,5% em relação a este ano. Segundo ela, num cenário contínuo, o nível de investimento será menos afetado no ano que vem, principalmente na construção civil. "Neste caso o PIB pode cresce 3,8% e a construção civil 4,7%", avalia.

No entanto, em um quadro de ajuste (ou lento), com ambiente externo menos favorável, a incerteza levaria ao cancelamento de um volume maior de investimentos. "Neste caso, a economia teria expansão de 2,8% e o PIB da construção alta de 3,5%", disse.

A estima do Sinduscon-SP para este ano é que a economia brasileira cresça 5,2%, totalizando cerca de R$ 2,8 trilhões, e a inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deve terminar o ano com alta de 6,4% - dentro do teto da meta fixada pelo governo central.

(Vanessa Stecanella - InvestNews)