Preços caem 0,4% em novembro

SÃO PAULO, 3 de dezembro de 2008 - O produtor ganhou menos em novembro, segundo levantamento do Instituto de Economia Agrícola, ligado à Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios da Secretaria de Agricultura e Abastecimento (IEA/Apta/SAA). No mês passado, o Índice Quadrissemanal de Preços Recebidos pela Agropecuária Paulista (IqPR) caiu 0,40%, sendo que os preços dos produtos animais caíram 1,80%, enquanto o índice dos produtos vegetais registrou alta de 0,17%.

O preço da carne suína caiu 18,60%, em função da oferta de produto mais barato originado de Santa Catarina, mas os efeitos das chuvas ainda não influenciaram o mercado agropecuário paulista, de acordo com os pesquisadores. "A interrupção do fluxo de exportações pelo Porto de Itajaí pode afetar o cronograma de vendas externas de carnes, principalmente aves e suínos, obrigando as empresas a desovar estoques no mercado interno. Por outro lado, grandes perdas em produtos como feijão e banana podem vir a pressionar as cotações no mercado".

Outras quedas ocorreram nos preços do feijão (43,94%), amendoim (20,34%), milho (9,64%), leite tipo C (4,86%) e batata (4%). Os preços do feijão continuam em queda devido à diferença entre os últimos lotes da safra de inverno e os primeiros lotes da safra de verão, que começou a ser colhida em São Paulo, segundo os autores da análise.

Já a redução nos preços do amendoim não condiz, conforme os analistas, com as variações observadas em anos anteriores, que foram de pequena alta nessa época do ano. A safra paulista de amendoim 2007/08 foi 27% superior à do ano anterior (a safra da seca foi 32,5% maior), contribuindo para a queda nas cotações.

As cooperativas de produtores de cana em São Paulo indicam o crescimento da área de amendoim em função dos baixos preços da cana-de-açúcar, observam os pesquisadores do IEA. ´Essa expansão provavelmente provoque maior queda de preços do produto na safra de verão (plantio iniciado em setembro de 2008 e auge da colheita em março de 2009). Ademais, há ainda a pressão baixista da redução do crédito para exportação´.

As altas foram observadas nos preços do tomate de mesa (24,57%), carne de frango (6,77%), laranja para mesa (2,54%) e cana-de-açúcar (2,23%). O aumento nas cotações da carne de frango decorre do maior consumo no período, porém tem-se ainda uma boa disponibilidade do produto no mercado. No caso da laranja de mesa, os dias mais quentes aumentam o consumo de sucos naturais e, quanto à cana, há um nítido efeito inicial da desvalorização cambial.

(VS - InvestNews)