Morar em SP fica mais caro a todas faixas de renda

SÃO PAULO, 3 de dezembro de 2008 - O custo de vida para quem mora na cidade de São Paulo ficou mais caro, em novembro, para todas as categorias de renda. Porém, segundo o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-Econômicos (Dieese), para as famílias que ganham em média R$ 2.792,90, o custo foi ainda maior: de 0,57% de alta. Os dados constam do Índice de Custo de Vida (ICV).

Para o grupo que corresponde à estrutura de gastos de 1/3 das famílias mais pobres (renda média R$ 377,49), o custo de vida subiu 0,45%. Para as famílias com nível intermediário de rendimento (renda média R$ 934,17), a elevação foi de 0,51%.

As contribuições por grupos do ICV nos três estratos de renda foram bastante distintas. O aumento na item Alimentação teve maior impacto para as famílias com rendimentos mais elevados, contribuindo com 0,23 ponto percentual (p.p). Para quem tem renda média, esta classe foi responsável por 0,21 p.p. e, para os mais pobres 0,18 p.p.

Segundo o Dieese, comportamento semelhante foi detectado na Saúde, cujos responsáveis foram os seguros e convênios médicos, que contribuíram mais acentuadamente para o cálculo da inflação das famílias mais abastadas (0,19 p.p.), seguido do estrato intermediário (0,14 p.p.) e com menor contribuição para o grupo com renda mais baixa (0,12 p.p.).

Já as contribuições originárias dos reajustes ocorridos na Habitação foram menores para as famílias de maior poder aquisitivo (0,05 p.p.), tendo mais impacto em famílias com renda menor (0,08 p.p.). No grupo intermediário, esta classe de despesa teve 0,07 p.p. de pressão. No itemTransporte, o aumento se deu no subgrupo individual, resultando em contribuição igual para o 1º e 2º estratos de renda (0,03 p.p.) e bem maior para o terceiro (0,06 p.p.).

(PD - InvestNews)