Lobão: crise não afetará cronograma de refinarias da Petrobras

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SÃO PAULO - O minsitro de Minas e Energia, Edison Lobão, confirmou nesta quarta-feira que as quatro novas refinarias da Petrobras não deixarão de ser construídas por causa da crise. Segundo Lobão a crise financeira global que vem abalando os mercados "não deve durar mais do que um ano", enquanto as refinarias levam mais tempo para ficarem prontas.

- Não pretendemos adiar as refinarias. Há tempo para fazer a parte preliminar das obras até terminar a crise- respondeu o ministro ao ser perguntado se a crise não afetaria a captação de recursos pela Petrobras.

- Não se constrói uma refinaria em um ano. Ela é construída em 5 anos- ressaltou, após participar de um fórum no Senado sobre a exploração de petróleo na camada pré-sal da costa brasileira.

A Petrobras está construindo duas novas refinarias em Pernambuco e no Rio de Janeiro e planeja mais duas no Nordeste, sendo uma com capacidade para processar 600 mil barris diários de petróleo no Maranhão e outra de 300 mil b/d no Ceará.

Lobão, aliás, anunciou no passado que uma das unidades seria construída no Maranhão, seu Estado, antes mesmo da Petrobras. A companhia está finalizando o plano de negócios para o período 2009-2013, previsto para ser divulgado no dia 19, no qual já anunciou que não irá recuar em obras já iniciadas ou incluídas no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

- Vamos cumprir a programação estabelecida pelo PAC normalmente, nenhum centavo a menos deixará de ser investido- garantiu o ministro.

Ele descartou ainda adiamentos nos projetos para exploração de petróleo e gás natural na camada pré-sal, que envolveriam recursos elevados e estariam ameaçados com a falta de liquidez.

A chamada camada pré-sal compreende uma área entre o litoral do Espírito Santo e de Santa Catarina em águas ultra-profundas. Em estimativas de potencial de reservas divulgadas pela Petrobras, em apenas dois blocos na bacia de Santos - Tupi e Iara - as reservas brasileiras praticamente dobrariam de volume.