GM, Ford e Chrysler pedem US$ 34 bi em ajuda

SÃO PAULO, 3 de dezembro de 2008 - A General Motors (GM), Ford e Chrysler pediram ao Congresso dos Estados Unidos uma ajuda de US$ 34 bilhões para sua sobrevivência, em uma ampla reestruturação da indústria automotiva norte-americana em tempos de crise.

As "Três Grandes de Detroit" cumpriram com o prazo fixado pela hierarquia democrata do Congresso no mês passado, para que apresentassem seus planos de reestruturação e justificassem como utilizariam a ajuda recebida.

Em resumo, as três empresas reiteraram seu compromisso com uma redução dos salários de seus executivos, o refinanciamento da dívida, concessões do sindicato, a fabricação de carros híbridos e elétricos, e a eliminação de algumas marcas.

O executivo-chefe da Ford, Alan Mulally, que recebeu um salário de US$ 2 milhões e uma compensação total de US$ 21,7 milhões em 2007, manteve seu compromisso de ganhar US$ 1 por ano caso o empréstimo seja concedido.

O mesmo foi prometido pelo principal executivo da GM, Rick Wagoner, enquanto o chefe da Chrysler, Robert Nardelly, já recebe este salário simbólico. Além disso, GM e Ford continuarão com seus planos de vender sua frota de aviões corporativos.

A presidente da Câmara de Representantes, Nancy Pelosi, advertiu que a quebra do setor "não é uma opção", e antecipou que "haverá uma intervenção. A falência seria ruim para todos, incluindo nossa economia, e por isso não é uma opção", explicou Pelosi. Segundo Pelosi, o dinheiro teria de sair de novos empréstimos ou do resgate financeiro de US$ 700 bilhões já aprovado para Wall Street, o que encontra a oposição da Casa Branca.

Se o acordo for fechado, o Senado votará o plano de resgate em 8 de dezembro, disse o líder da maioria democrata na Câmara Alta, Harry Reid. Mas antes, os planos passarão por audiências na quinta-feira e na sexta-feira.

No total, os "Três Grandes de Detroit" solicitaram US$ 34 bilhões em empréstimos e linhas de crédito, o que supera em US$ 9 bilhões o valor que negociaram os congressistas. Os democratas exigiram a entrega dos planos antes de estudar um possível empréstimo de US$ 25 bilhões.

A Ford solicitou um empréstimo de até US$ 9 bilhões, que seria usado somente se sua situação piorasse. A fabricante espera voltar a ter lucro em 2011. A GM, que detalhou seu plano em 37 páginas, pediu um empréstimo de US$ 12 bilhões e uma linha de crédito de US$ 6 bilhões para chegar até 2010.

Esse plano prevê para 2012 uma redução de seu quadro de funcionários entre 20 mil e 31 mil trabalhadores, a possível eliminação das marcas Pontiac e Saturn, e o fechamento de cerca de 1.750 concessionárias e de nove fábricas.

Já a Chrysler solicitou um "empréstimo ponte" de US$ 7 bilhões para responder a sua crise de liquidez e de capital e para continuar com seu plano de reestruturação e viabilidade a longo prazo.

(Redação com agências internacionais - InvestNews)