Crise não afetará cronograma de refinarias da Petrobras

SÃO PAULO, 3 de dezembro de 2008 - O minsitro de Minas e Energia, Edison Lobão, confirmou nesta quarta-feira que as quatro novas refinarias da Petrobras não deixarão de ser construídas por causa da crise. Segundo Lobão, a crise financeira global que vem abalando os mercados "não deve durar mais do que um ano", enquanto as refinarias levam mais tempo para ficarem prontas.

"Não pretendemos adiar as refinarias. Há tempo para fazer a parte preliminar das obras até terminar a crise", respondeu o ministro ao ser perguntado se a crise não afetaria a captação de recursos pela Petrobras.

"Não se constrói uma refinaria em um ano. Ela é construída em 5 anos", ressaltou, após participar de um fórum no Senado sobre a exploração de petróleo na camada pré-sal da costa brasileira.

A Petrobras está construindo duas novas refinarias em Pernambuco e no Rio de Janeiro e planeja mais duas no Nordeste, sendo uma com capacidade para processar 600 mil barris diários de petróleo no Maranhão e outra de 300 mil b/d no Ceará.

Lobão, aliás, anunciou no passado que uma das unidades seria construída no Maranhão, seu Estado, antes mesmo da Petrobras. A companhia está finalizando o plano de negócios para o período 2009-2013, previsto para ser divulgado no dia 19, no qual já anunciou que não irá recuar em obras já iniciadas ou incluídas no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

"Vamos cumprir a programação estabelecida pelo PAC normalmente, nenhum centavo a menos deixará de ser investido", garantiu o ministro.

Ele descartou ainda adiamentos nos projetos para exploração de petróleo e gás natural na camada pré-sal, que envolveriam recursos elevados e estariam ameaçados com a falta de liquidez.

A chamada camada pré-sal compreende uma área entre o litoral do Espírito Santo e de Santa Catarina em águas ultra-profundas. Em estimativas de potencial de reservas divulgadas pela Petrobras, em apenas dois blocos na bacia de Santos - Tupi e Iara - as reservas brasileiras praticamente dobrariam de volume.

(Redação - InvestNews)