Comer fora de casa fica mais caro em SP

SÃO PAULO, 3 de dezembro de 2008 - O aumento de 0,76% verificado no preço dos alimentos no município de São Paulo em novembro foi, em grande parte, influenciado pela alta de 1,16% nos gastos com alimentação fora de casa. As informações constam do Índice de Custo de Vida (IVC) divulgado nesta manhã pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-Econômicos (Dieese).

Conforme apurou o ICV, a alimentação fora do domicílio registrou aumento em ambos os itens: lanches (1,12%) e refeição principal (1,19%).

Segundo o Dieese, também foi expressiva a alta apurada para os produtos in natura e semi-elaborados (0,97%) e menor no caso da indústria alimentícia (0,30%).

Dentre as frutas (4,28%), as principais altas ocorreram nos preços do abacate (30,60%) e mamão (16,91%). E as quedas mais acentuadas foram observadas para ameixa (-19,76%) e manga (-12,84%). No item Carnes (3,14%), a bovina (3,25%) ficou mais salgada que a suína (1,35%).

Entre as hortaliças (2,13%) houve alta generalizada em seus produtos, notadamente na alface (3,28%) e, nos grãos (-3,44%), foram registradas variações positivas no arroz (1,62%) e queda acentuada no feijão (-12,32%).

Entre os legumes (-3,82%), a queda foi geral exceto o tomate, que teve variação positiva de 1,57%. Raízes e Tubérculos também caíram 4,90%, com destaque para cebola (-12,11%) e mandioquinha (-8,31%).

De acordo com o ICV, houve pouca alteração nos preços dos itens incluídos na indústria alimentícia com alta de 0,30%. Podem ser destacadas as seguintes altas: açúcar (5,38%), azeitona (5,17%), azeite (3,80%) e leite longa vida (2,25%).

(PD - InvestNews)