Índice acompanha movimento dos EUA e sobe 0,75%

SÃO PAULO, 2 de dezembro de 2008 - Depois de despencar na sessão anterior, a bolsa brasileira acompanhando os índices norte-americanos, passa por um movimento de recuperação e de expectativa em relação à aprovação de um plano de ajuda as montadoras nos Estados Unidos. Ao final dos negócios, o índice acionário da BM&FBovespa subiu 0,75%, aos 35.000 pontos. O giro financeiro foi de R$ 6,64 bilhões.

"O movimento de hoje foi marcado por uma recuperação em função da forte queda registrada ontem. Além disso, o mercado também aguarda a decisão do Congresso norte-americano de socorrer as montadoras", afirma Silvio Campos Neto, economista do Banco Schahin.

A expectativa é que o Congresso aprove ainda esta semana o plano de ajuda às empresas norte-americanas. Além disso, os investidores também ficaram atentos a notícia de que a Ford apresentou hoje ao Congresso um plano detalhado de reestruturação, com a finalidade de obter um crédito de US$ 9 bilhões.

Hoje as montadoras divulgaram os dados sobre vendas referentes a novembro deste ano, o que confirma cada vez mais que a economia nos Estados Unidos não vai bem. O destaque ficou por conta da General Motors, em que as vendas despencaram 41%. No mesmo sentido, as vendas da Ford caíram 30%, somando 118.818 unidades vendidas.

Já no cenário doméstico, os dados da produção industrial apontam uma desaceleração da atividade econômica. O indicador divulgado hoje pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) registrou queda de 1,7% em outubro. Para alguns analistas, o dado indica que o Produto Interno Bruto (PIB) do quarto trimestre pode ser menor.

Os investidores também voltaram suas atenções para a notícia de que o banco sul-africano FirstRand Limited optou por não continuar o acordo com o Banco do Brasil (BB). O acordo previa a criação de um banco múltiplo para atuar no mercado brasileiro de financiamento e arrendamento de veículos. No final do pregão, as ações ordinárias do BB caíram 0,34%, cotadas a R$ 14,25.

"O ambiente ainda é de muita cautela, os investidores estão com medo de movimentos fortes", finaliza Silvio Campos Neto.

(Déborah Costa - InvestNews)