Foco permanece em novos indícios de recessão

SÃO PAULO, 2 de dezembro de 2008 - O foco dos investidores deve continuar sobre a contaminação da crise financeira nos diferentes mercados e também da influência nas grandes corporações. Há pouco, o Ibovespa com vencimento em dezembro registrava valorização de 1,15%, aos 35.450 pontos, nas negociações futuras da BM&FBovespa.

Ontem, o National Bureau of Economic Research (NBER) divulgou que a economia norte-americana está em recessão há doze meses, ou seja, desde dezembro de 2007. A evidência de uma retração se fez sentir durante meses: produção reduzida, salários estagnados e centenas de milhares de demissões.

As evidências da recessão global fizeram despencar a bolsa brasileira e demais índices acionários mundo afora. "Na semana passada, observamos uma boa recuperação nas bolsas de valores, fruto de um fluxo de notícias positivas que ocorreu de todos os lados. Porém, ontem acabamos voltando ao convívio do lado negro da crise econômica internacional, onde não faltaram notícias ruins", segundo relatório da SLW Corretora.

Ainda no front externo, o Banco do Japão (BoJ, central) optou por manter inalterada a taxa básica de juros, atualmente fixada em 0,3% ao ano, após o término de uma reunião extraordinária para garantir a concessão de crédito para companhias japonesas.

Já o Banco Central da Austrália anunciou a redução da taxa básica de juros em 1 ponto percentual (p.p), para 4,25% ao ano. Este é o menor nível do juro australiano em seis anos. A medida também representa a maior série de cortes no juro realizada pela autoridade monetária australiana desde a recessão em 1991.

Na agenda econômica norte-americana está prevista a divulgação dos dados sobre a venda total de veículos, referente a novembro. As atenções estarão voltadas para o segmento, já que as três maiores montadoras norte-americanas enfrentam sérias dificuldades financeiras. Já o secretário do Tesouro norte-americano, Henry Paulson, discursará às 16h30 em Washington.

(Vanessa Correia - InvestNews)