Crise leva Credit Suisse e HSBC a cortarem vagas na Grã-Bretanha

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ZURIQUE - Os peso-pesados do setor bancário europeu Credit Suisse e HSBC estão cortando centenas de empregos na Grã-Bretanha, à medida que a pior crise financeira desde a Grande Depressão se instala.

Além das duas instituições, o JPMorgan Chase anunciou que vai eliminar 9.200 empregos do antigo Washington Mutual, que em 25 de setembro tornou-se a maior instituição financeira a entrar em colapso pela crise de crédito nos Estados Unidos.

Os cortes são os mais recentes em uma onda de perda de postos de trabalho que já levou à redução de mais de 100 mil posições em grandes instituições financeiras globais desde setembro.

Desses cortes, mais de 50 mil acontecem no banco norte-americano Citigroup, que registrou maiores perdas contábeis que qualquer outro banco do mundo durante a crise.

O Credit Suisse informou nesta terça-feira que está cortando 650 empregos na Grã-Bretanha, o equivalente a aproximadamente 3 por cento de sua força de trabalho na área de banco de investimentos, que tem cerca de 21,3 mil empregados.

- Devido às condições do mercado e níveis de funcionários necessários para atender a demanda dos cliente, nós estamos reduzindo o número de funcionários em 650 aproximadamente na Grã-Bretanha- disse Marc Dosch, porta-voz do Credit Suisse.

- Os cortes serão feitos principalmente em banco de investimentos- disse.

O banco, que empregava cerca de 50 mil pessoas em todo o mundo até o fim de setembro, já cortou 1,8 mil empregos este ano, quase todos na divisão de banco de investimento.

O britânico HSBC, o maior banco europeu, informou que está cortando 500 postos de trabalho. O HSBC, que emprega 58 mil pessoas na Grã-Bretanha, cortou 1,1 mil posições na área de banco de investimento em setembro.