Bric: força dos mercados consumidores driblam crise econômica

Fred Raposo, JB Online

RIO - Durante palestra no Seminário BRIC: As Potências Emergentes na Visão da Diplomacia e da Mídia - evento organizado pelo Jornal do Brasil e pela Gazeta Mercantil que discute o papel do Brasil, Rússia, Índia e China, na economia global, o embaixador da República da Índia, Praksh, citou o poder do mercado consumidos dos países do bric como forma de driblar a crise econômica.

O embaixador iniciou a palestra agradecendo a solidariedade que o Brasil e outros países prestaram durante os ataques terroristas que mataram mais de 160 pessoas em Mumbai, na semana passada, e disse ter a mesmo sentimento em relação às enchentes de Santa Catarina.

Praksh disse que os países que integram o bric se complementam: a China pelo modo de produção, a manufatura; a Índia pela excelência tecnológica; a Rússia pelo petróleo e gás natural; e o Brasil pela exploração de commodities.

- O bric representa algo maior, a multipolaridade. Até 89 o mundo era bipolarizado. Entre 90 e 2000, dominado apenas por uma potência e nos últimos anos houve a difusão do poder - disse.

O cônsul geral da república popular da China, Li Baojun, destacou que o bric é uma força de correlação importante e que os países integrantes tem papel fundamental na promoção dos países emergentes.

Segundo o cônsul, os quatro países têm juntos 42% da população global, além de enorme volume de recursos estratégicos de mercado. Além disso, ele afirma que as nações têm importância geopolítica grande na resolução de conflitos e em manter o diálogo Norte-Sul e as negociaçãos Sul-Sul.

Segundo Baojun, entre 2000 e 2007, a contribuição dos países de bric foram equivalentes a 50% na escala global. A relação comercial Brasil-China já foi de US$32 bilhões e deve chegar a 40 bi até o fim do ano.