Redução de custos com integração foi sentido no 3º tri

SÃO PAULO, 12 de novembro de 2008 - O programa de sinergia criado em decorrência da integração das atividades da BM&F e da Bovespa Holding - com o intuito de reduzir as despesas operacionais através da eliminação de atividades comuns - já surtiu efeito nos resultados da companhia referentes ao terceiro trimestre deste ano.

A principal iniciativa que contribuiu para esse programa foi a redução do quadro de pessoal. Ao longo do trimestre, foram anunciados 395 desligamentos de funcionários e terceiros, sendo que, até 30 de setembro, 371 foram efetivamente realizados.

"A redução das despesas com pessoal serão sentidas, mais fortemente, nos resultados do próximo trimestre, uma vez que a grande parte dos desligamentos foram feitos ao final de agosto", afirmou Carlos Kawall, diretor executivo financeiro e de relações com investidores (RI), durante a apresentação dos resultados trimestrais para analistas

As despesas operacionais - excluindo as não recorrentes - totalizaram R$ 137,2 milhões no terceiro trimestre deste ano, queda de 6,5% ante R$ 146,7 milhões apresentados no trimestre anterior. Essas despesas representaram 33,9% das receitas operacionais líquidas no terceiro trimestre e 33,8% no segundo trimestre.

As metas de redução de custos foram ampliadas ante as estimativas de abril deste ano: de R$ 50 milhões para R$ 95 milhões em 2008; de R$ 90 milhões para R$ 120 milhões em 2009; e de R$ 125 milhões para R$ 131 milhões em 2010.

Além disso, a BM&FBovespa calcula um benefício fiscal decorrente do ágio decorrente da fusão da ordem de R$ 5 bilhões, que já poderá ser utilizado a partir de 1º de dezembro e ao longo dos próximos anos.

"Face a essa crise de confiança, sinto uma ressaca nos mercados. Embora nossos números tenham sido extremamente positivos, os sete primeiros pregões de novembro tiraram o brilho da notícia. Com certeza, se não fosse por isso, estaríamos estourando uma champagne hoje", afirmou Edemir Pinto, diretor presidente da BM&FBovespa.

O executivo ressaltou que, embora esteja bastante otimista para 2009, a atual crise financeira permite o aperfeiçoamento de alguns pontos. "Criamos uma Câmara Consultiva para melhorarmos as atuais regras de governança corporativa: Nível 1, Nível 2, Novo Mercado e das companhias com Brazilian Depositary Receipts (BDR´s)", disse.

A crise também permitiu que uma série de companhias aprovassem, ou mesmo ampliassem, um programa de recompra de ações, movimento seguido pela BM&FBovespa. O Conselho de Administração da companhia aprovou, em 24 de setembro deste ano, a recompra de até 3,5% do free-float, o que representa 71,2 milhões de ações que serão canceladas posteriormente - das quais já foram adquiridas 5.941.200 ações entre 29 de setembro e 17 de outubro deste ano. "O Programa recomeça amanhã", lembrou Edemir Pinto.

(Vanessa Correia - InvestNews)