Investidor foca desdobramentos da crise e dólar sobe

SÃO PAULO, 12 de novembro de 2008 - As atenções seguem voltadas para os Estados Unidos, onde o secretário do Tesouro, Henry Paulson, apresenta os dados do pacote de socorro financeiro. Aqui, o Banco Central (BC) divulga o fluxo cambial da primeira semana de novembro. O dólar sobe pelo terceiro dia consecutivo, acompanhando o pessimismo dos mercados internacionais. Com as incertezas sobre os desdobramentos da crise financeira sobre a economia real, os investidores seguem se desfazendo de ativos de risco e partindo em busca de aplicações mais seguras, como os títulos do Tesouro norte-americano.

Neste cenário, os principais índices acionários amargam perdas, enquanto que no câmbio, o dólar sobe. Há pouco, a moeda norte-americana avançava 1,84%, para R$ 2,270 na compra e R$ 2,273 na venda, enquanto que a Bovespa perdia mais de 2%. Com a agenda restrita tanto aqui quanto nos Estados Unidos, os resultados corporativos ganham o foco dos investidores.

Se de um lado, o aumento na taxa de desemprego no Reino Unido penaliza as bolsas européias, de outro, a expansão de 22% nas vendas do varejo chinês atenua um pouco o desconforto trazido na véspera com o menor crescimento das exportações. As atenções também se voltam para um possível plano de ajuda ao setor automotivo nos EUA, com temores de que a GM possa entrar em falência.

Internamente, o BC dá continuidade às ofertas de swap cambial e realiza novo leilão. Serão ofertados mais 10 mil papéis com vencimento em fevereiro de 2009. Ontem, a autoridade monetária vendeu apenas 2,9 mil contratos do lote de 10 mil, em um sinal de que o mercado está saturado destes contratos.

(Simone e Silva Bernardino - InvestNews)