Volume continua reduzido em sinal de cautela

SÃO PAULO, 11 de novembro de 2008 - O volume de negócios continua reduzido nesta terça-feira, evidenciando a cautela por parte dos investidores, que estão com as atenções voltadas para o noticiário corporativo. Por aqui, a Petrobras revela seus números do trimestre após o encerramento dos mercados.

Um dia após a Circuit City declarar concordata e a GM acelerar sua situação de deterioração nos EUA, o Japão divulgou que as falências corporativas aumentaram 13,7% em outubro, ante mesmo mês de 2007. Nos EUA, a manhã começou com a informação de que a American Express Co. (AmEx) ganhou rápida aprovação para se tornar uma holding bancária, o que dá à gigante dos cartões de crédito acesso mais rápido a uma fatia dos US$ 700 bilhões que o governo dos EUA está injetando nas instituições financeiras.

Sem indicadores norte-americanos programados para hoje, em função do feriado de Veteran's Day, a grande preocupação dos investidores é com o impacto da crise financeira na economia real (setor produtivo e consumo).

Internamente, a inflação prevalece pautando os negócios no mercado de renda fixa. Pela manhã, foi divulgado que o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) medido pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe/USP) acelerou para 0,57% na primeira quadrissemana de novembro. O resultado ficou perto do teto das estimativas dos analistas que variam de 0,48% a 0,58%, com mediana de 0,54%.

Em São Paulo, o presidente do Banco Central (BC) disse que aos poucos o crédito está voltando ao mercado. O economista-chefe do banco Fator, José Francisco de Lima Gonçalves, ressalta que isso pode fortalecer as apostas para alta de juros. No entanto, ele, continua apostando na manutenção da Selic em dezembro (13,75% ao ano), dada a percepção de que o nível de atividade vai desacelerar no Brasil.

Na BM&FBovespa as projeções de juros embutidas nos contratos de Depósito Interfinanceiro (DI) operam sinalizando queda. O contrato de DI com vencimento em janeiro de 2010, o mais líquido, apontava taxa anual de 15,09%, ante 15,20% do ajuste anterior.

(Maria de Lourdes Chagas - InvestNews)