Noticiário corporativo deve pautar negócios

SÃO PAULO, 11 de novembro de 2008 - Depois da euforia causada ontem pelo plano de estimúlo econômico chinês de mais de meio trilhão de dólares, os principais mercados acionários mundiais voltam suas atenções aos noticiário corporativo. Há pouco, o Ibovespa com vencimento em dezembro apresentava desvalorização de 1,34%, aos 36.750 pontos, nas negociaçoes futuras da BM&FBovespa.

Sem indicadores norte-americanos programados para hoje, em função do feriado de Veteran's Day, a grande preocupação dos investidores é com o impacto da crise financeira na economia real. "O furacão está mudando de rumo. A crise está se deslocando de Wall Street para Detroit, numa referencia à indústria automobilística. A queda de ontem das ações da GM de mais de 23%, a menor cotação desde 1946, e a falência da Circuit City - grande empresa do varejo de eletrônicos - acendeu a luz amarela de que a crise está se deslocando rapidamente para o setor real, ou seja, tudo que governos estavam querendo evitar", segundo relatório da Ágora Corretora.

O front doméstico vai na contramão dos principais índices acionários, na expectativa dos resultados trimestrais da Petrobras. Porém, as commodities em queda pode exercer pressão contrária nas ações da petrolífera brasileira.

Também por aqui, especula-se que o Banco do Brasil possa pagar até R$ 7 bilhões para comprar a Nossa Caixa. Na Bovespa, a sessão de 6 de novembro mostrou nova saída de recursos externos de R$ 423,8 milhões, deixando o saldo negativo do mês em R$ 207 milhões e o do ano em R$ 23,4 bilhões.

(Vanessa Correia - InvestNews)