IBovespa opera na contramão do mercado com Vale

SÃO PAULO, 31 de outubro de 2008 - Embora os índices acionários de Wall Street estejam operando sem tendência definida nesta sexta-feira, a bolsa brasileira recua 1,46%, aos 36.900 ponntos, em dia de ajuste técnico. A desvalorização dos papéis da Vale do Rio Doce (Vale) puxam o movimento de queda. O giro financeiro estava em R$ 1,5 bilhão.

A mineradora brasileira informou que vai paralisar, já a partir de amanhã, as atividades de algumas minas nos Sistema Sul e Sudestes, no estado de Minas Gerais, devido ao forte efeito negativo sobre a produção de aço. A empresa anunciou que sentiu a necessidade de ajustar seus programas de produção em diversos países, devido ao novo cenário global. Com esta ação, a mineradora vai reduzir a produção de minério de ferro, em um volume equivalente a 30 milhões de toneladas métricas anuais. As ações preferenciais série A da Vale recuam 4,09%, enquanto que as ações ordinárias caem 4,46%.

Ainda no mercado doméstico, as ações ordinárias das Lojas Renner figuram entre as maiores quedas do Ibovespa (-10,68%), repercutindo a divulgação de resultados trimestrais da companhia. A segunda maior rede de lojas de departamentos de vestuário no Brasil reportou lucro líquido de R$ 31,5 milhões no terceiro trimestre deste ano, o que representa uma queda de 12% em relação ao mesmo período do ano anterior, quando a empresa obteve um lucro líquido de R$ 35,8 milhões.

Outra notícia corporativa de destaque foi o início das negociações dos American Depositary Shares (ADS's) nível 2 na Bolsa de Valores de Nova York (NYSE) da Eletrobrás. Com a listagem da companhia, há 33 empresas brasileiras listadas na NYSE, com valor total de mercado atual de US$ 800 bilhões, representando 72% do total das empresas da América Latina listadas (US$ 1,1 trilhão).

Já no front externo, a percepção de que a maior economia do mundo entrará em recessão foi reforçada com a divulgação do índice que mede os gastos dos consumidores norte-americanos. O indicador recuou 0,3% em setembro. Já o núcleo do PCE subiu 0,2% ante alta de 0,2% em agosto. O índice mostrou a primeira queda mensal em dois anos e este foi o maior recuo desde maio de 2005. De acordo com analistas ouvidos pelo InvestNews, a queda reflete a menor oferta de crédito.

(Vanessa Correia - InvestNews)

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