Vale e Petrobras sustentam alta da Bovespa

Portal Terra

SÃO PAULO - A recuperação das empresas de maior valor sustentava a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) em alta nesta sexta-feira. Ancorado nos ganhos de Petrobras e Vale, justamente as que mais pressionaram o índice na véspera, o Ibovespa tinha avanço de 2,06%, aos 37.194 pontos. O giro financeiro da sessão era de R$ 1,48 bilhão.

Petrobras avançava 6,39%, para R$ 28,46, a reboque da alta no preço do barril de petróleo para cima dos US$ 70. Vale ia na mesma mão, avançando 5,38%, a R$ 25,65. A mineradora informou na véspera que investirá US$ 14,2 bilhões em 2009, e que vai distribuir R$ 2,69 bilhões em dividendos aos acionistas, além de uma remuneração adicional de R$ 754,3 milhões.

- Essas duas ações tinham caído bastante na véspera e agora estão se recuperando um pouco - disse o diretor da Intrader, Edson Hydalgo Júnior. O movimento acontece na sessão anterior à do vencimento de opções sobre ações, que acontece na segunda-feira, e que tem as duas ações como referência.

Mas o conjunto do mercado refletia a influência das bolsas nova-iorquinas, após novos números decepcionantes da economia dos Estados Unidos. A má notícia do dia foi que a confiança do consumidor no país teve em outubro a maior queda mensal desde a década de 1950.

O índice paulista também era pressionado por Aracruz , que caía 4,88%, para R$ 3,51, depois que a fabricante de celulose reportar que fechou o terceiro trimestre com prejuízo de R$ 1,64 bilhão, devido a perdas com derivativos. O resultado levou a empresa a cortar em US$ 900 milhões os investimentos previstos para 2009.

As ações ordinárias da Oi e da Brasil Telecom ocupavam os extremos opostos do principal índice da Bovespa. As ordinárias da Brasil Telecom Participações tinham alta de 10%, a R$ 46,50, enquanto as preferenciais da mesma companhia estava entre as maiores quedas (5%).

A movimentação acontece no dia seguinte à revisão, pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), do Plano Geral de Outorgas de Serviços de Telecomunicações (PGO), o que na prática libera a aquisição da Brasil Telecom pela Oi. A decisão ainda será apreciada pelo Ministério das Comunicações e terá que ser confirmada por um decreto presidencial.

Segundo Paulo Roberto da Silva, assessor comercial da Planner, isso acontece porque ainda não há informações detalhadas sobre a fusão e os investidores não sabem se a Oi estenderá a mesma proposta feita pelas ordinárias para as preferenciais - o que é chamado de tag along.

- Quando você tem a possibilidade de uma fusão ou aquisição por outra, a leitura do investidor é que as ações ordinárias, que garantem o controle da empresa, tendem a ter uma valorização maior. Neste caso, se não há tag along, as ordinárias se valorizam mais - afirmou Silva.

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