Secretário da Indústria garante: Argentina não institui protecionismo

Agência ANSA

BUENOS AIRES - O secretário da Indústria argentino, Fernando Fraguío, afirmou ao jornal Clarín que o aumento das restrições às importações de produtos provenientes do Brasil e da China não são medidas "contra nenhum país ou região geográfica em particular". Fraguío indicou que as restrições são critérios mínimos de referência para reduzir a possibilidade de dumping, e ainda acrescentou que as relações com o Brasil "se mantêm fluidas, como integrante do Mercosul e sócio da região".

O Clarín ressaltou que a medida para proteger a produção nacional diante da concorrência das mercadorias importadas foi adotada devido à crise financeira e à desvalorização do real brasileiro nas últimas semanas, o que poderia aumentar o déficit argentino na balança comercial entre os dois países.

O secretário da Indústria destacou que o governo argentino vê com "preocupação como o mundo é capaz de fechar as suas fronteiras para a entrada de produtos" estrangeiros. Por isso, "é preciso ficar muito atento, porque parte da produção do país é vendida no mercado interno, mas uma parte muito importante é exportada".

No entanto, assinalou que é necessário fica alerta para que "não haja manobras comerciais desleais por parte de algumas importações".

A presidente argentina, Cristina Kirchner, prometeu ontem ao empresariado de seu país que implantará mais medidas protecionistas. Em troca, ela pediu aos empresários que mantenham os empregos e os preços frente à crise economia mundial.

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