Redução de compulsório rende R$ 1,8 bi ao Banrisul

SÃO PAULO, 17 de outubro de 2008 - O Banrisul informou ao mercado que teve liberado um total de R$ 1,84 bilhão em função das medidas tomadas pelo Banco Central (BC), que alteraram as condições do recolhimento dos depósitos compulsórios a que se submetem as instituições financeiras brasileiras.

O banco mantém uma política de captação de recursos unicamente junto a sua rede de agências, que tem sido suficiente para manter um crescimento dos depósitos totais superior a 18%, em bases anuais, ao longo de 2008, "permitindo-nos operar com custos inferiores à média do mercado e, ao mesmo tempo, mantendo-nos independentes de funding de investidores institucionais".

Segundo o comunicado, o Banrisul tem adquirido carteiras de crédito consignado, cujo saldo deve superar R$ 500 milhões no corrente mês, sendo estas carteiras compostas unicamente de empréstimos concedidos a servidores federais e Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e com coobrigação do cedente.

No dia 24 de setembro último, início do processo de redução dos depósitos compulsórios, o total depositado, entre as diversas rubricas pelo Banrisul junto ao BC, era de R$ 3,88 bilhões. Após as liberações referidas, remanescem apenas os recolhimentos compulsórios incidentes sobre depósitos à vista e depósitos de poupança.

Nos dados contábeis informados ao BC, através do balancete de 31 de agosto deste ano, a carteira de crédito totalizava R$ 10,59 bilhões e as captações atingiram R$ 13,19 bilhões, as quais, incluídos os fundos de investimentos, somam R$ 18,05 bilhões. "Esses números, comprobatórios de uma situação bastante confortável de liquidez, adicionados pelo impacto positivo da liberação dos compulsórios, reforçam a posição de solidez da instituição", ressalta comunicado enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Com relação à inadimplência, considerados os atrasos superiores a 60 dias, o índice estava em 3,12% em agosto, inferior aos níveis médios verificados no mercado.

O índice de Basiléia da instituição atingiu 18,11% em agosto, após incorporadas as alterações previstas na Basiléia II, o que permite ao banco praticamente dobrar sua carteira, embora, por política, não se admita trabalhar próximo do limite legal de 11%.

A área de câmbio não possui operações a termo ou de swap em moeda estrangeira. Quanto à exposição, as captações estão todas casadas com alocação em operações de crédito. Ressalta-se que a carteira de câmbio representa, aproximadamente, 4% da nossa carteira de crédito total.

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(VC - InvestNews)