Protesto de títulos cai 2,8% em setembro em SP

SÃO PAULO, 17 de outubro de 2008 - Pesquisa realizada pelo Instituto de Estudos de Protesto de Títulos - Seção São Paulo junto aos 10 tabeliães de protesto da capital - revelou que em setembro de 2008 foram protestados 63.109 títulos. A queda foi de 2,8% em relação aos 64.938 de agosto. Já a alta em relação aos 56.898 títulos protestados em setembro de 2007 foi de 10,9%.

O total bruto de títulos apresentados ao Serviço Central de Protesto de Títulos voltou a subir: 179.367 títulos, contra 173.721 202.343 em julho. Após serem apresentados no SCPT - Serviço Central de Protesto de Títulos, os títulos podem ser liquidados pelo devedor intimado: caso contrário, são enviados a protesto.

De acordo com o instituto, do total foram devolvidos como irregulares 20.260, pois por alguma razão não puderam ser sequer intimados: restaram apenas 159.107 em condições de ir para protesto. Mas, como vimos, apenas 63.109 foram efetivamente protestados, porque a imensa maioria foi paga logo após a intimação.

"É importante lembrar que, mesmo após o protesto, o devedor ainda pode cancelar seu nome da lista de cidadãos oficialmente declarados inadimplentes: basta pagar a dívida e despesas no cartório. Uma vez cancelado o protesto, a pessoa imediatamente "limpa" o nome e não pode mais ser incluída em listagens como inadimplente", diz o documento.

Em setembro, os cancelamentos de protestos atingiram 29.219 títulos contra 28.446 em agosto.

Dos títulos protestados, somente 22% foram cheques - 14.108 contra 13.447 em agosto. As duplicatas baixaram 36.918 contra 38.988 em agosto. Números que envolvem principalmente duplicatas mercantis por indicação, mas também duplicatas mercantis, de serviço e de serviço por indicação, triplicatas mercantis e de serviço. Já as notas promissórias caíram: 8.426 contra 8.671 em agosto. Também subiram as letras de câmbio: 2558 protestadas contra 2483 em agosto.

Os títulos novos caíram: 1097 contra 1346 em agosto. Entre esses títulos, destacam-se as cédulas de crédito bancário, que ficaram em apenas 681 contra 967 em agosto. Restaram nada menos que 416 novos tipos de títulos, como certidões da dívida ativa, contratos de locação e aluguel, contratos de câmbio, contratos de mútuo, contratos de alienação fiduciária, contratos de reserva de domínio, sentenças judiciais, notas de crédito, termos de conciliação, certidões de crédito comercial, confissões e documentos de dívida e encargos condominiais.

(Redação - InvestNews)