Lobão diz que queda no preço do petróleo não afetará gasolina

Agência Brasil

RIO - O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, disse nesta sexta-feira que a redução do valor do barril de petróleo, que caiu de cerca de US$ 120 para US$ 70, não causará impacto imediato no preço da gasolina para o consumidor.

Lobão lembrou que, quando o valor do petróleo disparou, o preço do produto foi mantido estável no país. Lobão explicou que, por isso, o preço da gasolina não será reduzido de imediato nas bombas.

- Imediatamente, não. Não dá para sonhar com isso, imediatamente - disse.

O ministro também afirmou que a baixa do preço do barril de petróleo não inviabiliza a extração do pré-sal, que necessita de grandes investimentos e só se justifica quando o petróleo atinge determinado patamar de preço.

- Não inviabiliza. Está no patamar tolerável - disse Lobão, explicando que o grande volume de óleo nos campos de pré-sal compensa o investimento.

A respeito da situação da Petrobras no Equador, onde a empresa explora dois campos de petróleo e um oleoduto, o ministro afirmou que a situação está sendo contornada por meios diplomáticos.

O governo brasileiro não vai criar nenhum problema, se o governo do Equador quiser ficar com tudo isso não com a exploração dos campos e o oleoduto.

- Tem que pagar o preço justo à Petrobras - afirmou o ministro Edison Lobão.