IBovespa avança quase 3% com Petrobras e Vale

SÃO PAULO, 17 de outubro de 2008 - Depois de apresentar forte volatilidade na primeira etapa dos negócios, o índice acionário da BM&FBovespa firmou tendência positiva e, há pouco, registrava valorização de 2,86%, aos 37.484 pontos. O movimento é influenciado pela alta das ações da Petrobras e Vale do Rio Doce, mais representativas no Ibovespa. O giro financeiro estava em R$ 2,02 bilhões.

As ações preferenciais da Petrobras e Vale - que avançam 5,72% e 5,32%, respectivamente - repercutem a alta das commodities no mercado internacional - o barril de petróleo sobe cerca de 2% nesta manhã. As ações da Vale ainda são beneficiadas pelo anúncio de investimentos em 2009.

"Se o preço do petróleo perdeu 50% do valor, é de se esperar que outras commodities também tenham queda no preço. O que irá determinar a baixa é a força que as demais economias exercerão sobre a demanda. Se os países emergentes a sustentarem em 2009, então não teremos queda; mas se a crise nos desenvolvidos se agravar, então a desvalorização será inevitável", diz Pedro Raffy Vartanian, professor de economia da Trevisan Escola de Negócios e consultor do Núcleo de Negócios Internacionais da Trevisan Consultoria .

Outro destaque desta manhã é a Brasil Telecom. As ações ordinárias da companhia lideram os ganhos do Ibovespa, após a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) aprovar as mudanças no Plano Geral de Outorgas, que disciplina as concessões da telefonia fixa local e de longa distância nacional e internacional. Instantes atrás, os papéis da companhia avançavam 10,97%, cotadas a R$ 46,61. Em contrapartida, as ações preferenciais da Brasil Telecom recuam 2,17%.

Já as praças de Wall Street registravam leve queda, instantes atrás, repercutindo a deteriorização do setor imobiliário. Logo no início da manhã, o Departamento do Comércio norte-americano divulgou que o número de licenças para construção recuou 8,3% em setembro quando comparado com o mês anterior, enquanto que o número de casas em construção caiu 6,3% no mesmo período em análise. Este é o menor nível em 26 anos.

Para completar o cenário negativo, a confiança do consumidor norte-americano, medida pela Universidade de Michigan, registrou uma queda brusca durante o mês de outubro atingindo 57,5 pontos.

(Vanessa Correia - InvestNews)

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