Em último dia da semana, cautela predomina nos negócios

SÃO PAULO, 17 de outubro de 2008 - Os mercados continuam se movendo entre a cautela e a trégua. Na BM&FBovespa o volume de negócios segue reduzido e as projeções dos contratos de Depósito Interfinanceiro (DI) fecharam em queda. O DI de janeiro de 2010, o mais líquido, passou de 14,76% para 14,72% ao ano.

A volatilidade deve continuar nos principais ativos diante da preocupação do investidor com a situação econômica cada vez mais delicada dos Estados Unidos e por conseqüência, dos demais países. Não se fala em outra coisa nas mesas de operações, a não ser, no medo de recessão global. A confiança do consumidor norte-americano na economia do país, medida pela Universidade de Michigan, registrou uma queda brusca durante o mês de outubro atingindo 57,5 pontos. Os dados vieram abaixo das expectativas do mercado que projetava 66 pontos. Na última medição, o índice ficou em 70,3 pontos

Outro dado ruim divulgado nos EUA foi o número de construções residenciais iniciadas que cedeu pelo terceiro mês consecutivo em setembro, para o menor nível em 17 anos. O número de novas construções caiu 6,3%, o menor patamar desde janeiro de 1991.

Por aqui, as atenções no mercado de renda fixa começam a se voltar para a reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) agenda para os dias 28 e 29. Os analistas ainda estão com suas apostas divididas entre manutenção e aumento de 0,25 ponto percentual da taxa Selic, atualmente em 13,75% ao ano.

Pela manhã a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe/USP) divulgou que a inflação na cidade de São Paulo está em queda. A segunda prévia do mês aponta que o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) desacelerou para 0,31%. A taxa é 0,01 ponto percentual menor em relação à inflação de 0,32% registrada na medição anterior. Segundo a Fipe, o recuo dos preços com Despesas Pessoais colaborou para a desaceleração do IPC ao marcar inflação de 0,30%.

(Maria de Lourdes Chagas - InvestNews)