Crise na indústria automotiva cria rumores de fusões

REUTERS

NOVA YORK - A baixa recorde nas vendas de automóveis e a crise financeira estão suscitando novas convesas sobre fusões que envolvem as três maiores montadoras dos Estados Unidos, no que seria uma nova rodada de consolidação global enquanto a deterioração das vendas também impacta fornecedores e lojas de veículos.

A Renault negou na quinta-feira que esteja em negociações com a Chrysler para comprar a Jeep. Pessoas familiares com as conversas disseram que a empresa de investimentos em companhias Cerberus está negociando a venda de parte ou de todas as operações da Chrysler para o grupo francês e para a General Motors, enquanto considera uma série de acordos que poderão dividir a terceira maior montadora dos Estados Unidos.

A General Motors, a Ford e a Chrysler, em busca da maximização de retornos enquanto duelam com um setor doméstico em declínio devido a altos preços do petróleo e à recessão econômica, devem colocar marcas à venda tanto nos Estados Unidos quanto no exterior, ou buscar parcerias para cortar custos de produção.

- Não há negociações. Nós estamos nos focando em lidar com a atual situação do mercado, disse o porta-voz da Renault, Frederique Le Grevesc.

A Renault nomeou Patrick Pelata como vice-presidente operacional, para dar mais tempo para que o presidente-executivo, Carlos Ghosn, foque em estratégia, incluindo fusões e aquisições.

Ghosn também é presidente-executivo da participação de 44% da Renault na subsidiária japonesa e parceira de aliança Nissan Motor. Um porta-voz da Nissan se recusou a comentar quaisquer conversas.

Ghosn nunca escondeu seu desejo de ver a Renault retornar aos Estados Unidos, mas o foco da expansão está em mercados emergentes, como a China. Ele disse recentemente que a situação no mercado automotivo norte-americano significava que 'algo terá de acontecer' e que nenhum grande negócio seria motivado por de forma oportunista.

As fontes disseram que a Renault demonstrou interesse na Chrysler que vario de possibilidades de uma aliança a uma aquisição da Jeep, considerada a marca mais importante da montadora americana.

Os ativos da Chrysler sob consideração de compra pela GM incluem a linha de minivans mais vendidas da montadora, um segmento de mercado em que a Chrysler foi pioneira há quase 25 anos, e sua instalações para produção de caminhões no México, disse uma das fontes.

As negociações da Cerberus com a GM também incluem a possibilidade da Chrysler comprar os 49% de ações restantes da GMAC, que pertencem à GM. Em um cenário, a GM trocaria sua porção da GMAC pelas operações automotivas da Chrysler, disseram fontes.

A mídia japonesa publicou que a Ford está finalizando planos para vender ações da Mazda Motor para cerca de 20 empresas japonesas, incluindo seguradoras. A Ford está considerando vender parte de sua porção de 33,4% na Mazda.

Há também rumores recorrentes de que a GM poderá vender a marca Saab na Europa. A empresa já está tentando vender a Hummer.

Utilizamos cookies essenciais e tecnologias semelhantes de acordo com a nossa Política de Privacidade.
Ao continuar navegando, você concorda com estas condições.
Saiba mais