Bancos ficam mais seletivos no crédito

SÃO PAULO, 17 de outubro de 2008 - Diante da crise financeira mundial, as instituições financeiras estão mais seletivas para fornecer crédito e mais atentas ao grau de endividamento dos consumidores e ao comportamento da renda nas novas contratações de empréstimos. O conselheiro econômico do Sindicato das Financeiras do Estado do Rio de Janeiro (Secif), Istvan Kasznar, disse que "seletividade" é fundamental e, acima de tudo, é precaução, principalmente, em momentos de incertezas.

De acordo com o especialista, devido à total incerteza quanto à profundidade e à extensão da crise, a tendência inegável é de forte retração no crédito. "Existe um temor generalizado no mundo, que já chegou ao Brasil. Faltam linhas de crédito para financiar as exportações e para algumas atividades econômicas, que podem refletir no dia a dia da população brasileira", afirma.

"Os setores de eletrodomésticos e de automóveis, por exemplo, vão certamente vender menos, devido ao encurtamento do número de prestações e da própria elevação da taxa de juros para o consumidor final", acrescenta Kasznar.

A Pesquisa de Juros referente ao mês de setembro da Associação Nacional de Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac), mostrou que o consumidor brasileiro já sente a crise e um dos efeitos é a redução de 12 meses nos prazos de financiamentos.

No caso de veículos, os prazos máximos foram reduzidos de 72 meses em agosto para 60 meses em setembro; bens diversos (linha branca, linha marrom, móveis, computadores), o prazo foi reduzido de 36 meses em agosto para 24 meses em setembro.

(Maria de Lourdes Chagas - InvestNews)

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