McCain reafirma fim da tarifa sobre etanol

SÃO PAULO, 16 de outubro de 2008 - O candidato republicano à presidência dos Estados Unidos, John McCain, reiterou que se for eleito eliminará a cobrança da tarifa de US$ 0,54 por galão (3,78 litros) de etanol de cana-de-açúcar importado do Brasil. A declaração foi feita no debate realizado nesta quarta-feira, entre McCain e o candidato democrata Barack Obama.

Para McCain, a política de protecionismo ao etanol produzido nos EUA distorce o mercado e pode favorecer a inflação.

Apesar de não ter declarado que faria o mesmo, o democrata citou que entre seus assessores principais na Casa Branca estaria o republicano Richard Lugar, o mais notório defensor do fim do subsídio ao etanol americano, no Senado dos EUA.

O representante-chefe da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica) na América do Norte, Joel Velasco, comentou que, numa possível eleição do candidato democrata, 'Obama deve ouvir pessoas que apóiam a diversificação energética americana por meio da redução do protecionismo".

Vale ressaltar que, de acordo com Velasco, qualquer iniciativa pela eliminação da tarifa cobrada sobre o etanol brasileiro dependerá do congresso americano e não, totalmente, do presidente eleito. 'McCain disse que exigirá o corte da tarifa e dos subsídios dados no orçamento federal ao etanol de milho, como forma de reduzir o déficit fiscal e estimular a economia americana.'

Não é a primeira vez que o candidato John McCain declara abertamente ser contrário à barreira tarifária que incide sobre o etanol brasileiro de cana-de-açúcar. Uma das oportunidades em que o republicano se referiu ao assunto foi em um discurso feito na Califórnia, em junho. Na ocasião, McCain afirmou o etanol de cana-de-açúcar é mais eficiente do que o produzido nos EUA, que utiliza o milho como matéria-prima.

O discurso do candidato se concentrou na preocupação de tornar os EUA menos dependentes do petróleo, dizendo que isso pode ser feito convertendo a frota de veículos para flex, permitindo, com isso, que os motoristas escolham etanol em vez de gasolina para seus carros.

McCain tem apresentado o Brasil como exemplo no uso de carros flex, alegando que o País conseguiu subir de 5% para mais de 70% as vendas de veículos deste tipo em um período de três anos.

(Redação - InvestNews)

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