Informática sofre com dólar, mas cias investem

SÃO PAULO, 16 de outubro de 2008 - Apesar das oscilações cambiais afetarem de maneira significativa o setor de informática, empresas como a Coletek, fabricante mineira de periféricos - teclado, mouse e gabinetes para computador -, se mantém confiante. Tanto que decidiu ser a representante exclusiva da marca Edimax no Brasil para produtos sem fio. Uma empresa com faturamento global de US$ 100 milhões e forte presença nos Estados Unidos.

"Fabricamos 80% de nossos produtos, mas 20% deles são importados. A alta do dólar, evidentemente, nos afetou, mas estamos confiantes. O Brasil está muito bem", diz Alexandre Bognholi, gerente de produto da Coletek.

No entanto, segundo o executivo, já se percebe que o consumidor está segurando um pouco a troca de um notebook, por exemplo. "Por precaução, o consumidor neste momento compra mais por necessidade", diz Bognholi, enfatizando que esse é um setor em plena evolução.

Há quatro anos no mercado, a Coletek tem filiais na China e Taiwan e fabrica por mês 100 mil gabinetes, 100 mil mouses e 100 mil teclados. "São fabricados 2,4 milhões de unidades anuais", diz.

A empresa, antes da crise, previa um crescimento 20% superior ao registrado no ano passado (R$ 135 milhões) e revisou esse avanço para 15% em função dos últimos acontecimentos.

(Silvana Orsini - InvestNews)

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