Oferta de emprego cresce e supera meta do governo federal

Jornal do Brasil

BRASÍLIA - O Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) registrou, em setembro, o maior número de contratações acumuladas no período, desde o início da série histórica da aferição dos dados, em 1992. No total, foram gerados 2.086.570 empregos desde janeiro deste ano, o que ultrapassa a meta do Ministério do Trabalho e Emprego para o ano, estabelecida em 2 milhões de postos de trabalho.

Entre os setores em que a oferta de emprego cresceu, o maior responsável pelo resultado do mês é o de serviços, com 104.653 novas assinaturas em carteira. Em seguida, vem a indústria de transformação, com 114.002 novas vagas de trabalho e o comércio, com saldo de 53.260 postos. Só o setor agrícola registrou demissões (25.312).

Sobre o setor de construção civil, um dos que são anunciados como mais sujeito à desaceleração, com a crise, o ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi, disse que continuará forte, porque precisa dos recursos do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS). O principal financiador para a construção civil é a Caixa Econômica Federal (CEF), através dos recursos do Fundo de Garantia.

Não faltarão recursos para o investimento da economia nacional assegura Lupi.

Entre as regiões do país, o Nordeste apresentou o maior crescimento do número de postos de trabalho, de 2,43%. Na seqüência, o nível de emprego cresceu mais nas regiões Norte (0,81%), Sul (0,71%), Centro-Oeste (0,66%) e Sudeste (0,65%).

O ministro projeta a geração de mais de 1,8 milhão de empregos formais no próximo ano. Para Lupi, a crise financeira não deve afetar as contratações.

Poderá ter, no setor de exportação algum efeito pequeno na contratação, e só a partir do segundo semestre de 2009. Mesmo assim, prevejo 2009 muito positivo afirma o ministro.

Para este ano, Lupi projeta a criação de mais de 2,1 milhões de novos postos de trabalho. Questionado sobre um possível excesso de otimismo quanto às previsões, o ministro foi enfático:

Olhe os dados da economia. É só perceber que, mesmo com uma crise internacional, você não vê outro país para se investir com maior tranquilidade do que o Brasil. Acompanhado da China e da Índia, o Brasil é um dos países que dão mais rentabilidade ao investidor diz.

Regulamentação

Cerca de 400 mil imigrantes sul-americanos, que residem no país, serão beneficiados com a regulamentação da entrada de trabalhadores de países da América do Sul no Brasil. O Conselho Nacional de Imigração (Cnig), vinculado ao Ministério do Trabalho e Emprego, aprovou nesta semana uma nova resolução normativa, que visa facilitar a obtenção do visto de trabalho para que os imigrantes possam se estabelecer de maneira formal no país. A resolução terá validade de dois anos, após a publicação no Diário Oficial

da União.

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