GVT renegocia com fornecedor para reverter perdas

SÃO PAULO, 15 de outubro de 2008 - A GVT aposta na renegociação com fornecedores para reduzir sua dívida atrelada ao dólar de US$ 185 milhões, que vencerá em junho de 2011. A perda da empresa com a oscilação da moeda norte-americana totalizou R$ 59,8 milhões no terceiro trimestre de 2008. "Esta perda não impacta o caixa da empresa", garante Rodrigo Ciparrone, diretor de Relações com Investidores da empresa.

Em teleconferência para analistas de mercado e jornalistas, Ciparrone afirmou que a renegociação também servirá para resgatar o Capex, já que parte dos equipamentos foram importados e, portanto, comprados em dólar. "Hoje 43% dos investimentos da empresa está exposto em dólar. Nossa expectativa é chegar em 2009 com 39% de exposição", afirma Ciparrone. A Capex deriva da expressão Capital Expenditure, que significa o capital utilizado para adquirir ou melhorar os bens físicos de uma empresa, tais como equipamentos, propriedades e imóveis.

Para fugir desta "dependência" de fornecedores externos, Ciparrone garantiu que a GVT está negociando com fornecedores nacionais para garantir seu plano de expansão. Sem revelar quais empresas estão sendo sondadas, o executivo sinalizou somente o interesse da empresa em continuar e até ampliar a parceria com a brasileira Trópico na portabilidade numérica.

Ciparrone também revelou que a GVT está buscando um empréstimo de R$ 500 milhões junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), com carência de 12 anos, para garantir liquidez da empresa e dar continuidade ao plano de amplicação. "Não sabemos se tal instrumento será aprovado", afirmou, negando qualquer conversa com instituições financeiras privadas para busca de financiamentos ou empréstimos.

Questionado sobre o impacto da crise financeira nos projetos da empresa, Ciparrone foi enfático: "Mantemos a perspectiva de crescimento para o último trimestre do ano. Quanto a 2009 e 2010 não damos guindace", afirmou.

A GVT reportou prejuízo de R$ 9,5 milhões no terceiro trimestre de 2008, revertendo um lucro de R$ 41,2 milhões no mesmo período do ano passado. No acumulado do ano, entretanto, o lucro foi de R$ 79,7 milhões, crescimento de 230,5% em relação aos primeiros nove meses de 2007. "A entrada da empresa em cidades como Salvador e Contagem ainda não surtiram efeito, mas continuamos a perceber forte demanda por serviços de telefonia, que são muito importantes na vida dos indivíduos", completou Ciparrone.

(Priscila Dadona - InvestNews)

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