Bovespa fecha com a maior desvalorização do ano

JB Online

SÃO PAULO - A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) praticamente anulou a alta histórica da última segunda-feira, quando fechou com alta de 14,66%. Nesta quarta, o Ibovespa despencou 11,39%, aos 36.833 pontos. Foi a maior desvalorização no ano. O giro financeiro da sessão, calibrado pelo vencimento de contratos de índice futuro, foi de R$ 7,76 bilhões.

Durante o dia, o sistema chamado circuit break foi acionado pela quinta vez este ano. O instrumento é acionado para que os investidores revejam suas posições com calma quando a variação negativa atinge 10%. Sem contar as paralisações deste ano, a ferramenta não era acionada desde 14 de janeiro de 1999, na véspera da adoção do câmbio livre no país.

Em meio à disputa envolvendo os contratos de opções de índice, as ações que têm maior peso na composição do Ibovespa estiveram entre as maiores quedas. Vale desabou 16,5%, a R$ 23,13, enquanto Petrobras caiu 15,3%, a R$ 23,11.

Os principais indicadores da Bolsa de Nova York também tiveram um forte queda nesta quarta-feira, com a divulgação de uma série de indicadores negativos que apontam para a possibilidade de uma recessão na economia do país. O índice Dow Jones teve desvalorização de 7,9%, com perda de 733,08 pontos, o segundo maior recuo da história em pontos. O indicador Standard & Poor's 500 caiu 9% e o índice de empresas de tecnologia Nasdaq mergulhou 8,5%.

Na Europa, o quadro não foi diferente. O índice Dax de Frankfurt perdeu 6,49% no fechamento. Londres despencou 7,16%, com o índice Footsie a 4.079,59 pontos. O CAC 40 de Paris teve uma perda de 6,82% a 3.381,07 pontos. O índice Ibex-35 de Madri retrocedeu 5,06%, a 9.706,80 pontos.

Já o dólar comercial fechou a sessão em alta de 3%, cotado a R$ 2,163 na compra e a R$ 2,165 na venda. Ao longo do dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 2,095 e a máxima de R$ 2,195.

No mercado viva-voz de dólar futuro, os contratos com vencimento em novembro subiam 2,74%, a R$ 2,172, após 269,6 mil negócios. Com base nos negócios no interbancário, o mercado estima que a Ptax (média das cotações apurada pelo BC) tenha ficado em R$ 2,1547 na venda. O giro no interbancário ficou em US$ 1,6 bilhão.

No paralelo, as trocas ocorreram entre R$ 2,05 e a R$ 2,25. No turismo, o dólar saiu entre R$ 2,03 e R$ 2,25 enquanto o traveller check foi transacionado entre R$ 2,06 e R$ 2,24. A taxa de risco-Brasil subia aos 458 pontos.

Com agências e Portal Terra

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