Mercado editorial fatura R$ 3,013 bi em 2007

SÃO PAULO, 1 de outubro de 2008 - A Câmara Brasileira do Livro (CBL) e o Sindicado Nacional dos Editores de Livros (SNEL) divulgaram hoje que o mercado editorial brasileiro registrou um faturamento de R$ 3,013 bilhões em 2007, o que representa um crescimento nominal de 4,62%, no comparativo com o ano anterior.

O estudo, intitulado Produção e Vendas do Setor Editorial Brasileiro, foi realizado pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas da Universidade São Paulo (Fipe).

Descontada a inflação do setor (IPCA educação, papelaria e leitura), de 4,18%, o crescimento real foi de 0,44%. O volume de vendas alcançou aproximadamente 329 milhões de exemplares, o que representa um aumento de 6,06% em relação a 2006.

A pesquisa inclui vendas para o mercado em geral e para o governo federal. Apesar das compras governamentais registrarem queda de 0,67% em 2007, em relação a 2006, o governo permanece como o maior comprador do mercado, com investimentos de R$ 726,8 milhões, ou cerca de 24% do total de vendas do setor. Entretanto, o estudo aponta que o mercado comprou mais em 2007, demonstrando que o consumo de livros pela população também vem crescendo. As vendas para o mercado totalizaram R$ 2,286 bilhões, aumento de 6,41% ante 2006.

"O mercado comprou mais. Isso significa que a população tem lido mais, resultado de uma série de ações voltadas para a difusão do livro e promoção da leitura", afirma Rosely Boschini, presidente da CBL. De acordo com ela, ocorreu também um aumento no número de títulos para o público infantil. "Isso demonstra que temos um futuro promissor para o mundo do livro e da leitura", diz.

Já Sonia Jardim, presidente do SNEL, destaca o crescimento no número de exemplares produzidos e vendidos no ano passado e a queda no preço médio do livro vendido em 2007, que foi de R$11,41, em relação a 2006, que foi de R$11,61.

Na avaliação da presidente do SNEL, a queda no preço médio do livro foi motivada por uma economia em escala por parte das editoras e pela desoneração fiscal do setor. "Esta redução, aparentemente pequena, torna-se maior se considerarmos a inflação do período. A queda do preço médio do livro tem um efeito positivo que pode ser sentido tanto no bolso do consumidor quanto nos gastos do governo", ressalta.

O volume de exemplares vendidos apresentou um crescimento de 8,21% para o mercado, que comprou cerca de 200 milhões de livros, e de 2,89% para o governo federal, que adquiriu aproximadamente 129 milhões de unidades.

(Redação - InvestNews)