Empresas apostam no mercado solar

SÃO PAULO, 1 de outubro de 2008 - As empresas têm investido cada vez mais no mercado de energia solar, principalmente devido à demanda por alternativas renováveis - ecologicamente corretas - e também como um dos possíveis caminhos para evitar uma possível crise energética. Exemplos disso são a SuperGreen, que comercializa aquecedores solares para chuveiros e piscinas e a Tuma Industrial, especializada na fabricação de aquecedores solares.

O gerente da SuperGreen, Alberto Conte, explica que a empresa existe desde janeiro deste ano e que seu foco é na sustentabilidade em energia e água. 'Se o País utilizasse energia solar, ocorreria uma economia de cerca de 30%. Hoje o aquecimento solar é quase uma commodity. Além disso, teríamos geração de empregos e de tecnologia', afirma.

Já o diretor comercial da Tuma Industrial, Frederico Dantas, acredita que a aprovação das leis municipais beneficiou as empresas de duas formas: indiretamente e diretamente. 'Em primeiro lugar, as leis permitem que a população tenha conhecimento sobre os aquecedores solares. Esse é o chamado efeito de mídia, pois traz visibilidade no mercado, o que favorece as instituições de maneira indireta. O efeito direto seria nas próprias construções, que ainda não ocorreu', esclarece Dantas.

O executivo completou dizendo que a empresa pretende dobrar a capacidade industrial correndo atrás de novos mercados. A taxa de exportação atual da Tuma Industrial é de 2% e, em cinco anos, a empresa visa atingir o patamar de 8% a 10%.

(Aline Khouri - InvestNews)