Superávit primário atinge 5,7% do PIB no ano

SÃO PAULO, 30 de setembro de 2008 - O superávit primário do setor público não financeiro somou R$ 10,1 bilhões em agosto, segundo a Nota de Política Fiscal divulgada nesta manhã pelo Banco Central (BC). Por segmentos, o superávit do Governo Central atingiu R$ 7,2 bilhões, o dos governos regionais, R$ 2,5 bilhões, e o das empresas estatais, R$416 milhões.

No ano, o superávit alcançou R$ 108,3 bilhões, o que representa 5,77% do Produto Interno Bruto (PIB) - um aumento de 0,51 ponto percentual do PIB em relação ao mesmo período de 2007. No acumulado em 12 meses, o superávit primário alcançou R$ 122,2 bilhões (4,42 % do PIB), comparativamente a R$120,3 bilhões (4,39% do PIB) em agosto.

Os juros nominais apropriados por competência totalizaram R$ 12,5 bilhões em agosto, reduzindo-se R$ 6,3 bilhões em relação ao valor apropriado em julho. Contribuiu para essa redução o efeito da depreciação cambial de 4,3% registrada em agosto, com impacto sobre os ativos indexados ao dólar e sobre as operações de swap cambial. Adicionalmente, contribuiu para essa redução a menor quantidade de dias úteis em agosto.

No acumulado no ano, a incorporação de juros alcançou R$ 119,3 bilhões (6,36% do PIB), elevando-se 0,13 p.p. do PIB em relação ao mesmo período de 2007. Esse aumento deveu-se, principalmente, à trajetória do IPCA no ano, que passou de 2,8% nos primeiros oito meses de 2007 para 4,5% no mesmo período de 2008, combinada, ainda, com a elevação da parcela da dívida vinculada àquele índice.

As necessidades de financiamento no conceito nominal, que incluem o resultado primário e os juros nominais apropriados, apresentaram déficit de R$ 2,3 bilhões em agosto. Com esse resultado, o déficit acumulado no ano alcançou R$ 10,9 bilhões (0,58% do PIB), reduzindo-se 0,39 p.p. do PIB em relação ao déficit registrado no mesmo período do ano passado. Nos últimos 12 meses, o déficit nominal atingiu R$ 52,6 bilhões (1,90% do PIB), comparativamente aos R$ 53,1 bilhões (1,94% do PIB) observados em julho.

Analisando as principais fontes de financiamento do setor público em agosto, registraram-se expansões de R$ 4,3 bilhões na dívida bancária e de R$3,6 bilhões nas demais fontes de financiamento interno, que incluem a base monetária. Em sentido contrário, observou-se reduções de R$ 2,9 bilhões na dívida mobiliária e de R$ 2,6 bilhões no financiamento interno.

(VS - InvestNews)