Após caos, bolsas se levantam a espera de pacote

SÃO PAULO, 30 de setembro de 2008 - O efeito devastador que a rejeição do pacote de socorro aos bancos causou nos principais mercados acionários mundiais ontem, foi amenizado nesta terça-feira com a expectativa de que o Congresso salve o plano. As bolsas de valores norte-americanas, as européias e a brasileira operaram em alta na primeira etapa dos negócios, com o índice doméstico apresentando valorização de 3,63%, aos 47.699 pontos. O giro financeiro estava em R$ 1,96 bilhão.

Nesta manhã, o presidente George W. Bush fez novo discurso na Casa Branca, reafirmando que as condições da economia ficarão piores caso o Congresso norte-americano não aprove o plano de resgate de US$ 700 bilhões para evitar um colapso no sistema financeiro mundial. "O momento é crítico. Reconheço que é uma difícil decisão para os membros do Congresso. Mas a situação pode piorar caso o plano não seja aprovado. As perdas de ontem nos mercados mundiais são reflexo disso".

Além disso, o aumento das apostas de corte nas taxas básica de juros ao redor do mundo, com o intuito de promover uma rápida recuperação da economia mundial e melhorar o sentimento de confiança, também traz alívio aos negócios.

Já o petróleo, que também sentiu os efeitos da rejeição do pacote - com desvalorização de quase 10% tanto em Nova York quanto Londres, a maior em sete anos - voltou a subir nesta manhã. A notícia impulsiona os papéis preferenciais e ordinários da Petrobras, que avançam 3,05% e 2,91%, respectivamente.

Dentre as 66 ações que compõem o Ibovespa, os principais destaques de alta são: Eletropaulo PNB (+11,11%), Telemar PN (+8,72%) e BM&FBovespa ON (+7,57%). Já dentre as maiores desvalorizações estão: Cosan ON (-3,63%), Rossi ON (-1,91%), e Pão de Açúcar-CBD PN (-1,53%).

O Ibovespa com vencimento em outubro registrava alta de 2,08%, a 47.950 pontos, nas negociações futuras da BM&FBovespa.

(Vanessa Correia - InvestNews)