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Dólar continua pressionando curva na BM&FBovespa

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SÃO PAULO, 9 de setembro de 2008 - A curva de juros futuros segue pressionada acompanhando a valorização da moeda norte-americana. Na BM&FBovespa o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) de janeiro de 2010, o mais líquido, apontava taxa anual de 14,84%, ante 14,76% do ajuste anterior.

No mercado externo, o clima segue ameno com os mercados repercutindo ainda o socorro dado pelo Tesouro norte-americano às agências de crédito imobiliário Fannie Mae e Freddie Mac. A notícia renovou as esperanças sobre o fim da crise subprime. Assim, a alta é mais moderada nesta terça, visto que a avaliação de que o plano de reestruturação é apenas um "tapa buraco" e pode não solucionar a crise de crédito.

Pela manhã, em breve discurso o presidente do Federal Reserve (Fed), Ben Bernanke, não falou sobre economia e defendeu benefícios da educação.

Ainda no campo externo, a expectativa continua com commodities em queda e dólar em alta. "Fora algum choque exógeno a trajetória deve continuar de queda nas principais commodities energéticas e agrícolas, uma vez que o nível de atividade do mundo industrializado deve cair", frisa a Gradual corretora.

Porém, Europa e Japão devem cair mais que os EUA, o que valoriza o dólar frente às principais moedas do mundo, e rearranja na margem as commodities para um preço mais baixo uma vez que as mesma são cotadas em dólar.

Internamente, os agentes financeiros voltam-se para a reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) que se reúne hoje, no entanto, somente amanhã será conhecida a decisão do Comitê em relação ao rumo dos juros no Brasil. A maior parte do mercado acredita que o Colegiado dará prosseguimento ao aperto monetário e elevará a taxa Selic em 0,75 ponto percentual.

(Maria de Lourdes Chagas - InvestNews)