No mercado externo, o clima segue ameno com os mercados repercutindo ainda o socorro dado pelo Tesouro norte-americano às agências de crédito imobiliário Fannie Mae e Freddie Mac. A notícia renovou as esperanças sobre o fim da crise subprime. Assim, a alta é mais moderada nesta terça, visto que a avaliação de que o plano de reestruturação é apenas um "tapa buraco" e pode não solucionar a crise de crédito.
Pela manhã, em breve discurso o presidente do Federal Reserve (Fed), Ben Bernanke, não falou sobre economia e defendeu benefícios da educação.
Ainda no campo externo, a expectativa continua com commodities em queda e dólar em alta. "Fora algum choque exógeno a trajetória deve continuar de queda nas principais commodities energéticas e agrícolas, uma vez que o nível de atividade do mundo industrializado deve cair", frisa a Gradual corretora.
Porém, Europa e Japão devem cair mais que os EUA, o que valoriza o dólar frente às principais moedas do mundo, e rearranja na margem as commodities para um preço mais baixo uma vez que as mesma são cotadas em dólar.
Internamente, os agentes financeiros voltam-se para a reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) que se reúne hoje, no entanto, somente amanhã será conhecida a decisão do Comitê em relação ao rumo dos juros no Brasil. A maior parte do mercado acredita que o Colegiado dará prosseguimento ao aperto monetário e elevará a taxa Selic em 0,75 ponto percentual.
(Maria de Lourdes Chagas - InvestNews)