A queda nos preços das commodities, em particular do petróleo, também beneficiava o câmbio. Ao longo do dia, o comportamento dessas matérias-primas deve mexer com o humor dos investidores devido à divulgação de dados de produção de petróleo pela Organização de Países Exportadores de Petróleo (Opep).
Aliais, as especulações em torno da reunião da Opep derruba as cotações do barril para abaixo de US$ 102. Embora integrantes da organização admitam que deverá haver um excedente no final do ano, o que poderia colaborar para uma decisão de reduzir a oferta durante o encontro, alguns analistas argumentam que a produção poderia ser mantida nos níveis atuais, considerando temporada de furacões na costa norte-americana do Golfo do México.
No flanco externo, o clima segue ameno com os mercados repercutindo ainda o socorro dado pelo Tesouro norte-americano às agências de crédito imobiliário Fannie Mae e Freddie Mac. A notícia renovou as esperanças sobre o fim da crise subprime. Assim, a alta é mais moderada nesta terça, visto que a avaliação de que o plano de reestruturação é apenas um "tapa buraco" e pode não solucionar a crise de crédito.
Há pouco, o dólar comercial subia 1,44%, cotado a R$ 1,760 na compra e R$ 1,762 na venda. Além de indicadores econômicos dos EUA, a terça-feira reserva o discurso do presidente do Federal Reserve (Fed, banco central norte-americano), Ben Bernanke.
(Simone e Silva Bernardino - InvestNews)