NE acumula cinco quedas consecutivas

SÃO PAULO, 4 de setembro de 2008 - A produção da indústria nordestina recuou 1% em junho, face junho, quinta taxa negativa consecutiva nesse tipo de comparação, acumulando no período uma perda de 5,1%. No confronto com julho de 2007, o setor industrial do Nordeste caiu 0,3%, segundo resultado negativo consecutivo. Já os indicadores acumulados no ano e nos últimos 12 meses apresentaram crescimento, ambos com 3,9%. Os dados foram anunciados nesta manhã pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Em relação a julho de 2007, quatro dos 11 segmentos pesquisados mostraram taxas negativas, com destaque para refino de petróleo e produção de álcool (-14,2%), produtos químicos (-2,5%) e têxtil (-5,6%). Nesses ramos, sobressaíram os recuos na produção de óleo diesel; polietileno de alta densidade e adubos ou fertilizantes; e tecidos de algodão e de malha, respectivamente. As principais contribuições positivas vieram de celulose e papel (34,1%) e do setor extrativo (7,2%), com destaque para os itens celulose e petróleo.

De janeiro a julho, 8 dos 11 segmentos pesquisados tiveram desempenhos positivos, com destaque para alimentos e bebidas (7,3%), celulose e papel (27,2%) e refino de petróleo e produção de álcool (4,5%). A maior pressão negativa veio do setor têxtil (-4,4%), influenciado principalmente pela diminuição na produção de tecidos de algodão e de malha.

(Redação - InvestNews)