Índice perde patamar com pessimismo externo

SÃO PAULO, 4 de setembro de 2008 - O pessimismo tomou conta dos principais mercados acionários mundiais nesta manhã. Os temores de que outras economias no mundo - como as da Europa e Japão - estão a beira da recessão derrubaram as bolsas de valores na primeira etapa dos negócios. O índice acionário da BM&FBovespa também foi prejudicado pela desvalorização das blue chips Petrobras, Vale e siderúrgicas.

Durante a manhã, a bolsa brasileira atingiu a mínima de 51.636 pontos, perdendo, de longe o suporte de 52.500 pontos, segundo análise gráfica. O próximo suporte, segundo operadores, é de 48 mil pontos. Há pouco, o índice marcava desvalorização de 3,09%, aos 51.870 pontos. O giro financeiro estava em R$ 2,28 bilhões.

Durante a manhã, o Banco da Inglaterra (BoE) e do Banco Central Europeu (BCE) confirmaram as expectativas do mercado e mantiveram inalteradas suas taxas de juros, atualmente em 5% ao ano e 4,25% ao ano, respectivamente. Os investidores buscam pistas dos próximos passos do BCE, um dia após a confirmação da primeira retração do Produto Interno Bruto (PIB) no segundo trimestre.

Já a economia norte-americana continua apontando direções divergentes por meio de indicadores econômicos. Enquanto a consultoria ADP informou o fechamento de 33 mil postos de trabalho no setor privado em agosto, a atividade do setor de serviços (ISM Index) superou as expectativas do mercado no mês de agosto, ao registrar 50,6 pontos. Indicação acima de 50 pontos indica expansão da atividade.

Já os estoques de petróleo cru dos Estados Unidos apresentaram recuo de 1,9 milhão de barris na semana encerrada em 29 de agosto ante a semana anterior, para 303,9 milhões de barris. Após relatório, a commodity inverteu a tendência e passou a cair, influenciando as ações da Petrobras. Enquanto os papéis preferenciais recuavam 3,37%, as ações ordinárias recuavam 3,49%.

Outro papel que influencia o movimento do Ibovespa é Vale do Rio Doce. Depois de ir a mercado desmentir a informação de que estaria interessada em aumentar em 20% o preço do minério de ferro, siderúrgicas chinesas reafirmaram que a mineradora brasileira que igual o preço de seus insumos com os das empresas australianas - cerca de 13%.

As siderúrgicas brasileiras também recuam forte nesta manhã. As ações ordinárias da CSN, preferenciais séria A da Usiminas e preferenciais da Gerdau Metais apresentavam desvalorização de 5,55%, 5,43% e 5,34%, respectivamente.

As ações ordinárias das Lojas Renner destoam da tendência baixista desta manhã - com alta de 0,49%. A companhia informou ao mercado que adquiriu 100% das ações da Leader Participações (sociedade holding, titular de 100% das ações da Leader Varejo e 50% das ações da Leader Crédito) por R$ 670 milhões.

(Vanessa Correia - InvestNews)