Fenasucro movimenta R$ 15 milhões em turismo

SERTÃOZINHO, 4 de setembro de 2008 - Quase a população de uma cidade de médio porte deve ser atraída pelos dois maiores eventos do setor sucroalcooleiro do mundo, Fenasucro e Agrocana. O evento reúne 401 mil pessoas, entre visitantes que vêm para as feiras fazer negócios e os profissionais envolvidos na produção dos eventos. A economia e o turismo de negócios de Sertãozinho, Ribeirão Preto e região são aquecidos com a injeção de R$ 15 milhões.

Segundo a Multiplus, promotora da feira, o investimento realizado conjuntamente por todos os expositores no evento em itens de montagem de estandes, decoração, contratação de pessoal, buffet, material publicitário e hospedagem, entre outros, chega a R$ 10 milhões. Deste total, aproximadamente 75%, ou mais de R$ 7,5 milhões são gastos no local. Os organizadores investiram R$ 1,5 milhão em infra-estrutura, divulgação, locação, impostos e contratação.

"Os números e cifras comprovam a importância do evento e os benefícios trazidos para a economia local", disse o presidente do Centro Nacional das Indústrias do Setor Sucroalcooleiro e Energético (Ceise), Mário Garrefa.

Somente a geração de empregos movimenta 865 pessoas. São 35 profissionais da promotora, mais de 200 contratados temporariamente e cerca de 630 pessoas envolvidas em trabalhos das 41 empresas prestadoras de serviços da Fenasucro e Agrocana. Indiretamente, mais de 10 mil profissionais são atraídos para o evento. São 1,7 mil para a montagem das feiras e outros 1.160 contratados pelos expositores.

Os visitantes de outras regiões do Brasil e também de cerca de 40 países devem gastar algo em torno de R$ 8 milhões, principalmente em transporte, alimentação, hospedagem e lazer.

A hotelaria é uma das mais beneficiadas. Há um mês, todos os hotéis e pousadas de Sertãozinho e Ribeirão Preto estão esgotados. Restam apenas quartos nas cidades aos arredores, como Serrana, Serra Azul, Cravinhos e Cajuru. E o céu também está movimentado. Os vôos de São Paulo para Ribeirão Preto da TAM saíram da capital com capacidade máxima.

(Sérgio Toledo - InvestNews)