Conab estima safra recorde de cana

SERTÃOZINHO, 4 de setembro de 2008 - O processamento da indústria sucroalcooleira no País vai ser de 558,72 milhões de toneladas de cana-de-açúcar na safra de 2008, de acordo com o segundo levantamento feito pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). A quantidade é recorde, que representa 11,4% de crescimento sobre o valor processado no ano passado, que foi de 501,54 milhões de toneladas.

Somadas as 151,56 milhões de toneladas que serão colhidas no próximo período e destinadas à fabricação de rapadura, cachaça, ração animal e mudas, esta safra se consolida como a maior da história do Brasil, com produção total de 710,28 bilhões de toneladas. ´Este crescimento é registrado pela ampliação do plantio de 35 novas usinas e o aumento da produtividade obtido com as boas condições climáticas´, diz o presidente da Conab, Wagner Rossi.

No total, 43,1% (240,9 milhões de toneladas) serão destinadas à fabricação de açúcar e os 56,9% restantes (317,8 milhões) para a produção de etanol. ´Esta safra será alcooleira´, diz Rossi. Segundo ele, a safra passou por dificuldades no início por falta de chuvas e depois um período seco ´pelo qual estamos passando´.

A área cultivada passou de 7,08 milhões para 8,98 milhões de hectares. A produção, no mesmo período, passou de 554,7 milhões de litros para 710,2 milhões. ´Há muitas novas usinas que ainda não estão produzindo. No ano que vem, haverá uma inversão dessa tendência´.

O Centro-Sul continua como o maior produtor brasileiro. A região responde por 487,38 milhões toneladas de cana para o setor sucroalcooleiro, o que equivale a 87,23% do total industrializado, e um crescimento de 11,9% em relação à safra passada. São Paulo lidera com mais de 60% da produção (325,61 milhões de toneladas) seguido por Minas Gerais (60 milhões de toneladas) e Paraná (54 milhões de toneladas).

O Norte/Nordeste destinará 71.36 milhões de toneladas para a indústria. O destaque é Alagoas, a quarta maior fabricação de açúcar e álcool no País, onde serão processadas 30,19 milhões de toneladas.

Segundo Rossi, o Norte tem pouca expressão, um total de 1,6 milhão de toneladas. ´Isso desmistifica qualquer indício de desmatamento da Amazônia.´

(Sérgio Toledo - InvestNews)