Unibanco indica cinco ações para setembro

SÃO PAULO, 3 de setembro de 2008 - A carteira Top Picks do Unibanco recomenda cinco ações que podem apresentar bom potencial de valorização em setembro. Entre elas estão preferenciais da Petrobras, ordinárias da CSN, preferenciais da Bradespar, ordinárias da Dasa e preferenciais série B da Copel.

Petrobras PN (PETR4): "A discussão sobre a regulação das reservas da camada pré-sal foi a maior fonte de volatilidade para as ações em agosto. Algumas propostas apresentadas pela imprensa representam riscos significativos para os acionistas minoritários da Petrobras, mas acreditamos que sua implementação é improvável. A criação de uma nova companhia estatal que deteria as concessões de áreas pré-sal ainda não leiloadas é o modelo mais provável. As ações também foram afetadas pelos preços do petróleo, que continuaram a cair em agosto, girando em torno de US$ 110-120/barril. Contudo, não esperamos que os preços recuem muito mais no curto e médio prazos. A Opep deve conter sua oferta de petróleo caso os preços fiquem abaixo de US$ 100/barril, o que manteria a lucratividade do setor no futuro previsível".

CSN ON (CSNA3): "A companhia deve se beneficiar do bom momento para aços planos e das expectativas de que a venda parcial ou total da Namisa seja concluída até o final de setembro/começo de outubro. Além disso, a CSN é o melhor veículo para capturar uma provável 4ª rodada de aumentos de preços ao longo do 2º semestre, impulsionada pela forte demanda local e pela oferta restrita".

Bradespar PN (BRAP4): "O desconto sobre seus ativos subjacentes (VALE3 e CPFE3) tem estado acima da média histórica (16% contra 11%). Não vemos motivos para tal aumento, uma vez que BRAP4 provê um acesso ao grupo de controle da Vale. Além disso, o processo de consolidação dos ativos de mineração que tem sido observado ao redor do mundo deve ser usado como referência para o valor real da Bradespar".

Dasa ON (DASA3): "Os sólidos resultados do 2º trimestre reforçam nossa confiança na companhia, bem como as perspectivas para os próximos trimestres. A empresa informou que o 3º trimestre começou com bastante vigor, e não esperamos que o negócio da Dasa seja impactado pela inflação ou por um aperto do crédito, uma vez que está muito mais relacionado ao emprego formal".

Copel PNB (CPLE6): "Continuamos com uma visão bastante favorável sobre a Copel, uma vez que a companhia tem catalisadores de curto, médio e longo prazo: (i) curto prazo: a empresa está muito bem posicionada para o leilão A-5 de energia nova deste ano, quando a hidrelétrica de Baixo Iguaçu (350 MW) será a única leiloada; (ii) médio prazo: à medida que as eleições para governador de aproximam, o risco político tende a diminuir; e (iii) longo prazo: a Copel deve lucrar com o cenário promissor de longo prazo para o setor de energia elétrica no Brasil".

(VC - InvestNews)