Saída acentuada de capital externo afeta bolsa brasileira

Portal Terra

SÃO PAULO - As flutuações das commodities e do dólar no mercado internacional ainda têm tido peso decisivo na evolução do câmbio e da bolsa no Brasil. Preocupações quanto à desaceleração das economias européias têm dado espaço para a recuperação do dólar frente a outras moedas e induzido a queda dos preços de commodities. Sendo que outros fatores, até os furacões nos Estados Unidos, têm contribuído para variações mais fortes dos preços do petróleo, o que também tem muita influência na bolsa local, via impacto nas ações da Petrobras.

O Ibovespa volta a rodar em patamar inferior aos 55 mil pontos, sem mostrar fôlego para uma recuperação maior no curto prazo. E isso apesar de a economia brasileira continuar emitindo sinais muito positivos.

Além da expansão do consumo e do crédito, o avanço da produção industrial indica a possibilidade de a expansão do Produto Interno Bruto (PIB) este ano superar as previsões, independentemente de possíveis reflexos da alta dos juros sobre a atividade em geral.

O mercado local deveria refletir muito mais as condições da economia doméstica do que a desaceleração externa. Até porque o bom desempenho interno tende a garantir uma proteção maior frente às alterações do cenário internacional. Porém, a saída de investidores estrangeiros, além da relação mais estreita entre os diversos mercados, até pela negociação de papéis de empresas brasileiras no exterior, acaba levando à contaminação.

Aliás, a saída mais acentuada do capital externo até tem feito com que a bolsa brasileira apresente performance pior do que outras bolsas da região e até de economias mais desenvolvidas. Ou seja, de países que, realmente, enfrentam um processo de descaleração mais forte da atividade, além dos problemas relacionados ao sistema financeiro e de crédito.