Metalúrgicos páram montadoras no interior de SP

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SÃO PAULO - Milhares de metalúrgicos no interior de São Paulo pararam a produção de pelo menos quatro montadoras de veículos nesta quarta-feira em protesto contra reajuste salarial proposto pelas empresas. Trabalhadores na região metropolitana também podem decidir por paralisação.

A greve de 24 horas iniciada nesta quarta-feira afetou as fábricas de General Motors, em São José dos Campos, e da Honda, em Sumaré; Toyota, em Indaiatuba; e Mercedes-Benz, em Campinas.

Segundo o Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos, cerca de 5 mil trabalhadores da GM decidiram pela greve na manhã desta quarta-feira. A paralisação afeta a produção de cerca de 950 a 1.000 veículos, além da produção de motores, segundo informou a entidade.

A assessoria de imprensa da GM confirmou a paralização da fábrica mas evitou comentar o impacto na produção.

Os metalúrgicos do interior de São Paulo pedem reajuste de 18,83% (índice que inclui inflação mais o aumento real) além de garantia de gatilho salarial toda a vez que a inflação atingir 3%.

As montadoras, que negociam representadas pelo Sinfavea, ofereceram na última negociação reajuste de 1,25% real mais inflação, segundo os metalúrgicos. A assessoria de imprensa da entidade informou que não comenta detalhes das discussões com os trabalhadores.