IBGE: 18,5% dos brasileiros tinha plano de saúde em 2005

Portal Terra

SÃO PAULO - O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou nesta quarta-feira que 18,5% dos brasileiros tinha plano privado de saúde em 2005. A comparação, feita com base na população total do País à época (cerca de 184 milhões de pessoas) mostra que 34 milhões de pessoas tinham vínculo com este tipo de serviço.

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O Estado de São Paulo é onde estava o maior percentual da população com assistência médica privada: 14,4 milhões de pessoas, ou 35,7% do total. O segundo lugar, em termos percentuais, ficou com o Rio de Janeiro (29,5%), seguido do Distrito Federal (24,3%).

Segundo a Agência Nacional de Saúde (ANS), em 2005 as operadoras de assistência médico-hospitalar faturaram R$ 36,4 bilhões, montante 67% maior que no ano 2000.

O estudo mostra ainda que o valor da produção do mercado de saúde alcançou R$ 181,8 bilhões em 2005, quase o dobro (77%) dos R$ 102,5 milhões da produção do setor em 2000.

O IBGE também usa como instrumento de comparação o valor adicionado, uma medida da renda gerada por determinada atividade a cada ano no País, que corresponde à diferença entre o valor da produção e o consumo intermediário da atividade. Para um hospital privado, por exemplo, subtraindo-se do valor da produção as despesas com energia elétrica, medicamentos, serviços terceirizados de limpeza e segurança e outras despesas com aquisição de bens e serviços, chega-se ao valor adicionado, ou seja, o quanto o hospital acrescentou de valor à economia do País. Por esta medida, a participação do setor na economia do País ficou em 5,3% do total em 2005 - mesmo valor de 2004, mas 0,3 ponto percentual a menos que em 2000.

O valor adicionado pelos bens e serviços de saúde em 2005 ficou em R$ 97,3 bilhões, 10% maior que os R$ 88,5 bilhões apurados em 2004. Segundo o IBGE, este crescimento é afetado tanto pelo aumento na produção quanto pela alta de preços destes medicamentos e serviços.

As atividades classificadas como saúde pública foram as que mais contribuíram para o total do setor em termos de valor adicionado, com 33,4%. Aparecem na seqüência outras atividades (20,4%) e fabricação de produtos farmacêuticos (13,3%).

O estudo mostra ainda que, entre 2000 e 2005 o número de empregados no setor de saúde cresceu 659.556 postos, ou 20,5%. Em 2000, eram cerca de 3,2 milhões de pessoas trabalhando diretamente com a atividade, contra aproximadamente 3,8 milhões em 2005. De acordo com o IBGE, as atividades de saúde foram diretamente responsáveis por mais de 4% do total de postos de trabalho no País entre 2000 e 2005.

Houve um pequeno aumento proporcional dos postos de trabalho na saúde em relação às demais atividades econômicas,e as ocupações em saúde passaram de 4,1% do total de ocupações, em 2000,para 4,3 %, em 2005.

O rendimento médio anual do trabalhador do setor de saúde cresceu cerca de 50% entre 2000 e 2005 e ficou em R$ 15.917 no último ano da pesquisa, contra R$ 10.668 no começo da década.