Cautela com inflação deve ser mantida, diz membro do BoJ

SÃO PAULO, 28 de agosto de 2008 - Miyako Suda, membro do Comitê de Política Monetária do Banco do Japão (BoJ, central), declarou hoje que o país asiático deve manter-se atento aos riscos inflacionários, mesmo com a desaceleração nos preços das commodities no mercado internacional.

Em um encontro de empresários na cidade japonesa de Kawazawa, localizada no centro do Japão, Suda afirmou que uma alteração na taxa básica de juros não está prevista no curto prazo, e ressaltou que, embora a economia do país esteja enfraquecendo, não é esperado um cenário negativo como o ocorrido em 1998 ou 2001.

Suda disse que é tarefa dos bancos centrais o constante combate à inflação, e afirmou que a autoridade monetária do país irá conduzir a política monetária japonesa de forma flexível, atenta a todos os riscos.

Na última segunda-feira, Masaaki Shirakawa, governador do BoJ, afirmou que a baixa taxa básica de juros do Japão - atualmente fixada em 0,50% ao ano - ajudará a evitar um deslizamento da economia para uma desaceleração profunda.

"Não é provável que a economia do Japão experimente uma fase de ajustes bruscos", disse Shirakawa. "A expectativa é que o ambiente adaptável para as finanças corporativas continuem a apoiar a atividade empresarial", completou.

Na última semana, a autoridade monetária nipônica definiu o crescimento como "lento" pela primeira vez em uma década, indicando que não há pretensões de elevar o juro.

A desaceleração global começou a enfraquecer as exportações do Japão, colocando tensão em uma economia que tem sido pressionada pela alta nos preços dos combustíveis e alimentos. De acordo com Shirakawa, o BoJ tem que ter cuidado com os riscos de manter a taxa básica de juros baixa por um longo período, o que poderia super estimular a economia caso ela apresente crescimento.

(Redação - InvestNews)