Dados externos balizam negócios

SÃO PAULO, 27 de agosto de 2008 - Os agentes financeiros seguem monitorando o mercado externo, hoje, além da divulgação dos números sobre o mercado imobiliário e industrial dos Estados Unidos, estão previstos os estoques semanais do petróleo. Ontem, após a divulgação da ata do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc), que apontou que o Federal Reserve (Fed, banco central norte-americano) pode elevar os juros, a moeda norte-americana reduziu a alta. Há pouco, a divisa era cotada a R$ 1,621 para compra e R$ 1,622 para venda, com queda de 0,67%.

"O ritmo de ajuste na taxa de juros e o tamanho do aperto vai depender das condições. Enquanto a atividade econômica estiver ruim o Fed não irá mexer nos juros", afirmou o economista-chefe do Banco Fator, José Francisco de Lima Gonçalves.

A corretora NGO, continua com a convicção de que a taxa de câmbio deva retornar a R$ 1,60, proximamente, visto que em ambiente de juros elevados não é conveniente a estocagem de moeda americana, mas convive-se com muitos "receios", alguns procedentes e outros nem tanto, no entorno do crescimento do déficit das "transações correntes" e queda do superávit da balança comercial, e relega-se a plano secundário o fato do Brasil neste momento ter um quadro diferente, menos vulnerável, do que anos atrás, e que para que o déficit em "transações correntes" continue se ampliando, é imprescindível que a economia continue crescendo e, portanto, recebendo investimentos externos. "E se houver um aperto, hoje temos reservas para dar suporte e não precisaremos ir ao Fundo Monetário Internacional (FMI), como era a trajetória anterior", frisa os economistas da NGO.

No cena externa, foi divulgado o número de solicitações de empréstimos hipotecários que apresentou avanço de 0,5% na semana encerrada dia 22 de agosto, ante o mesmo período da semana anterior, já com ajustes sazonais realizados no período. O número passou de 419,3 pontos para 421,6 pontos.

Internamente, os dados de inflação são acompanhados de perto. Nesta manhã foi informado que o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) medido pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe/USP) acelerou para 0,35% na terceira quadrissemana de agosto. Já o Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M) registrou deflação de 0,32% na terceira prévia de agosto.

(Maria de Lourdes Chagas - InvestNews)