Inflação deixa consumidor pessimista, diz CNI

SÃO PAULO, 25 de julho de 2008 - A escalada dos preços está deixando os consumidores brasileiros apreensivos. Segundo apurou o Índice Nacional de Expectativa do Consumidor (INEC), divulgado há pouco pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), a inflação é o principal fator de pessimismo com a economia brasileira. No segundo trimestre de 2008, o INEC recuou 1,6% na comparação com o primeiro trimestre, e de 1,2% em relação a junho de 2007.

Segundo a CNI, o principal destaque da pesquisa está no pessimismo com a inflação. O índice sobre expectativas de preço também caiu 10,9% na comparação com março de 2008 e acumula queda de 17,3% na comparação com o mesmo trimestre de 2007.

A pesquisa revelou que os consumidores mostraram apreensão quanto ao desemprego. Para 39% dos entrevistados, o desemprego vai aumentar, enquanto 22% acha que não vai mudar. No trimestre anterior, 33% dos respondentes acreditavam que o desemprego iria diminuir.

O índice de endividamento mostra que os consumidores estão mais endividados. O índice do segundo trimestre de 2008 recuou 2,3% na comparação com o trimestre anterior e 1,7% na comparação com junho de 2007. O índice é calculado a partir de pergunta sobre a evolução do endividamento; quanto menor o índice, maior o grau de endividamento.

O INC mostra, por outro lado, que os consumidores estão comprando mais bens de maior valor, como móveis e eletrodomésticos. Segundo o índice de compras, houve crescimento de 6% no segundo trimestre de 2008 na comparação com o primeiro trimestre e elevação de 7,1% em relação a junho de 2007. Conforme a CNI, o crescimento no índice se deve à redução no percentual de consumidores que esperam redução em seu consumo: recuou de 34% em março para 20% em junho. Metade dos consumidores entrevistados espera manutenção em seu nível de compras.

Por fim, o (novo) índice de situação financeira exibiu uma pequena deterioração da percepção de saúde financeira dos consumidores (recuo de 0,8%) - mas uma melhora na comparação com o mesmo mês de 2007 (crescimento de 3,7%).

(PD - InvestNews)