Amorim não ligou proposta de etanol, diz UE

SÃO PAULO, 25 de julho de 2008 - A União Européia (UE) propôs ampliar o acesso ao mercado do etanol brasileiro, embora isso não tenha gerado grande entusiasmo ao ministro das Relações Exteriores do Brasil, Celso Amorim, conforme revelou o secretário europeu do Comércio, Peter Mandelson, em seu blog sobre as negociações da OMC, em Genebra.

"Em uma reunião com o chanceler brasileiro Celso Amorim, Mariann (Fischer Boel, comissária européia da Agricultura) e eu dissemos claramente que estávamos dispostos a explorar um possível acordo que daria um novo acesso significativo às cruciais exportações de etanol do Brasil. Surprendentemente, dada a importância do tema para Brasília, Amorim pareceu minimizar o valor da proposta."

O Brasil demonstrou seu desejo de incluir os biocombustíveis nas negociações da OMC para ter acesso mais fácil aos mercados americano e europeu. Entre os principais produtores mundiais de etanol, o Brasil gostaria de desenvolver suas exportações, mas se vê limitado pelas tarifas aduaneiras impostas por Estados Unidos e União Européia.

Durante a reunião ministerial da OMC, o ministro brasileiro abordou o assunto em uma conversa com a representante americana do Comércio, Susan Schwab. O Brasil gostaria que o etanol fosse colocado na lista dos bens ambientais nas negociações, e não mais como um simples produto agrícola, e se beneficie assim de um livre acesso ao mercado.

O Brasil produz 31% de etanol de cana, enquanto a União Européia está na origem de 60% da produção mundial de biodiesel, tirado de óleos vegetais.

(Redação - InvestNews)